Bancos Centrais da França e Alemanha relançam ideia de criação de ministério das Finanças da zona euro

Bancos Centrais da França e Alemanha relançam ideia de criação de ministério das Finanças da zona euro
De  Patricia Cardoso com Reuters, Ansa
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Em plena vaga de preocupação com o crescimento económico mundial, França e Alemanha procuram formas de relançar a economia da zona euro. Antes do

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Em plena vaga de preocupação com o crescimento económico mundial, França e Alemanha procuram formas de relançar a economia da zona euro.

Antes do Conselho Económico franco-alemão esta terça-feira, em Paris, os chefes dos bancos centrais da França e da Alemanha defenderam uma maior integração financeira, com a criação de um ministério das Finanças da zona euro.

A proposta foi feita num artigo publicado segunda-feira no “Suddeutsche Zeitung” e pelo “Le Monde”, mas Jens Weidmann diria depois que não é um projeto viável por agora.

We noticed Jens Weidmann retracted his call for eurozone finance minister – no political majorities for now – https://t.co/VKWTz4IeXi

— Wolfgang Munchau (@EuroBriefing) 9 fevereiro 2016

Bundesbank chief specifies he doesn't think eurozone finance ministry is feasible, and won't push for it https://t.co/8pRMhw14Sq

— Pieter Cleppe (@pietercleppe) 8 fevereiro 2016

Mesmo assim, em Paris, o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaüble, comentou: “No que diz respeito ao reforço da união monetária, concordamos que é necessário alterar os tratados, mas por agora não é uma ideia realista. Concordamos também em tomar as medidas que podemos atualmente, sem mudanças de tratados e que não precisam de eleições. Trabalhamos nestas questões todas as semanas, todos os meses e vamos continuar a fazê-lo”.

A ideia de um ministério das Finanças da zona euro foi evocada pela primeira vez em 2011, em plena crise da dívida soberana.

Jens Weidmann, chefe do Bundesbank, considera que o Banco Central Europeu não pode, a longo prazo, criar um crescimento sustentável nos 19 países da união monetária.

Uma falta de credibilidade na ação do BCE, embora seja conhecida a oposição de Weidmann à política seguida por Mario Draghi, presidente do BCE. Atualmente, o BCE injeta milhares de milhões de euros na economia para relançar a economia e fazer subir a taxa de inflação e evitar que a união monetária caía na deflação.

Mas o patrão do Bundesbank reconhece que as perspetivas económicas se degradaram e que “inflação vai subir mais tarde do que o esperado”.

#ECB's Weidmann says economic outlook is “a bit more cloudy” than a few weeks ago though (of course) there's no reason for pessimism.

— Maxime Sbaihi (@MxSba) 9 fevereiro 2016

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