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Dívida britânica aumenta, crescimento abranda

Dívida britânica aumenta, crescimento abranda
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De  Ricardo Figueira
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Há já quem lhe chame o "buraco negro do Brexit".

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O impacto do Brexit na economia britânica deve ser limitado, segundo o relatório de outono apresentado agora pelo ministro das finanças do Reino Unido, Philip Hammond.

A economia vai continuar a crescer, mas deve conhecer um abrandamento. A desvalorização da libra, que se seguiu à decisão de deixar a União Europeia, não é alheia a essa quebra: “Para 2017, o gabinete para a responsabilidade orçamental prevê que o crescimento abrande para os 1,4%, o que se atribui ao menor investimento e à quebra na procura dos consumidores, o que por sua vez está relacionado com as maiores incertezas e a subida na inflação, resultante da depreciação da libra esterlina”, disse o ministro na comunicação ao parlamento.

Além da quebra no crescimento, a grande novidade deste relatório de outono é o aumento da dívida, que vai estar 122 mil milhões de libras acima do esperado. Uma soma a que os analistas já chamam o buraco negro do Brexit: “Escolhemos esta comunicação de outono para dar prioridade a novos investimentos de grande volume, em especial nas infraestruturas e na inovação, o que deve contribuir diretamente para aumentar a produtividade da Grã-Bretanha.”, explicou ainda o ministro.

Este é o primeiro relatório apresentado por Hammond depois da tomada de posse em julho. O novo ministro sucedeu a George Osborne, que deixou o governo ao mesmo tempo que o ex-primeiro-ministro David Cameron. Osborne, que dirigiu as finanças do Reino Unido durante o ano que antecedeu o referendo, não deixou de desejar boa sorte ao sucessor, através do Twitter.

Very best wishes to my friend PHammondMP</a> as he delivers his first Autumn Statement today & helps UK prepare for challenges ahead</p>&mdash; George Osborne (George_Osborne) November 23, 2016

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