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Alemanha resgata toneladas do ouro depositado no estrangeiro

Alemanha resgata toneladas do ouro depositado no estrangeiro
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De  Francisco Marques
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O plano inicial ia até 2020, mas o Budesbank antecipou o processo e só em 2016 transferiu para Frankfurt 216 das 674 toneladas pretendidas dos depósitos em Londres, Nova Iorque e Paris.

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O Banco Central da Alemanha está a antecipar os planos anunciados há três anos de repatriação até 2020 de 674 toneladas das reservas de ouro germânicas depositadas no estrangeiro.

Depois das primeiras 67 toneladas terem sido transferidas até final de 2015, durante o ano passado foram resgatadas para Frankfurt mais 216 toneladas e até final deste ano o Governo de Berlim espera ultrapassar os 50 por cento das respetivas reservas de ouro mantidas em cofres próprios.

Bundesbank schließt #Goldverlagerungen aus New York ab https://t.co/l585S5PxYc

— Deutsche Bundesbank (@bundesbank) 9 de fevereiro de 2017

A Alemanha terá acumulado a maior parte das suas reservas de ouro durante as décadas de 50 e 60 do século XX quando a bonança das exportações germânicas gerou um excesso de capital que foi transformado em reservas de ouro.

Durante a Guerra Fria e perante a ameaça latente de uma invasão pela União Soviética, lembra a Bloomberg, o Bundesbank armazenou uma boa parte das reservas de ouro alemãs em bancos parceiros no estrangeiro, nomeadamente em Nova Iorque (Estados Unidos), Londres (Reino Unido) e Paris (França).

De acordo com os dados do próprio Budesbank, no final de 2016 a Alemanha detinha 3378 toneladas de ouro, numa reserva avaliada em 119,3 mil milhões de euros, o que equivale à segunda maior reserva de ouro do Mundo atrás da dos Estados Unidos.

Das 216 toneladas de ouro resgatadas no ano passado, 111 foram provenientes de Nova Iorque e 105 de Paris. A 31 de dezembro, a Alemanha mantinha as respetivas reservas de ouro distribuídas da seguinte forma: 1619t (47,9 por cento) em Frankfurt; 1236t (36,6 por cento) na Reserva Federal norte-americana, em Nova Iorque; 432t (12,8 por cento) no Banco de Inglaterra, em Londres; e 91t (2,7 por cento) no Banco de França, em Paris.

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