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Lehman Brothers: OCDE faz mea culpa

Lehman Brothers: OCDE faz mea culpa
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De  Ricardo Borges de Carvalho com AP
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Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico admite que não antecipou a crise e os impactos que provocou. Ex-Presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, diz que sistema financeiro mundial continua vulnerável devido à divida crescente das economias emergentes.

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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico não deixou passar em branco os dez anos da falência do Lehman Brothers.

A queda do banco desencadeou uma crise que abalou os pilares do sistema financeiro mundial e a OCDE tentou perceber os impactos que teve.

O secretário-geral da organização, Angel Gurria, admitiu que "as nossas abordagens não anteciparam a crise, de como isso causaria uma recessão económica, como a dor dessa recessão iria provocar uma crise social e política e como essa crise social e política resultaria em desigualdades crescentes, numa erosão massiva da confiança, uma erosão da credibilidade das instituições e num populismo crescente".

O francês Jean-Claude Trichet era o homem que na altura liderava o Banco Central Europeu e para ele, o endividamento excessivo das maiores economias mundiais tornaram o sistema financeiro vulnerável.

Uma fragilidade que para Trichet ainda se mantém, porque as correções feitas pelos países com as economias mais fortes estão a ser anuladas pelo endividamento das economias emergentes.

"Estamos num mundo muito perigoso. Pensar que já resolvemos os problemas seria totalmente errado, e temos que - ao nível da comunidade internacional - estar cientes do facto de que existe o dever coletivo de recuperar o controlo desta balança global, que continua a pender de forma anormal ".

O atual presidente do Banco Central Europeu, o italiano Mario Draghi, também concorda que as dívidas a nível mundial estão a aumentar e deixa o aviso: Caso surja uma nova crise, os países demasiado endividados estão de mãos atadas.

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