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Web Summit: "Tubarões procuram unicórnios"

Web Summit: "Tubarões procuram unicórnios"
Direitos de autor  REUTERS/Pedro Nunes
Direitos de autor REUTERS/Pedro Nunes
De Teresa Bizarro & Rodrigo Barbosa
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As regras da atração entre "tubarões e unicórnios" da indústria tecnológica de ponta são uma das dominantes da Web Summit em Lisboa

"Tubarões procuram unicórnios": a frase podia fazer parte de um anúncio real da Web Summit.

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Este é, acima de tudo, um centro de negócios.

Eamonn Carey é diretor executivo da Techstars, uma companhia que já investiu em 600 empresas e conta investir em mais 500 nos próximos 3 anos.

Números que fazem dele um "tubarão": uma categoria muito procurada por estes dias.

Eamonn Carey: "Durante os quatro ou cinco dias da Web Summit, ouvimos centenas de argumentos. Uma das pessoas que me acompanhou ao palco é um empresário e, à medida que o fazia, estava a tentar convencer-me sobre o seu negócio. Os níveis de energia aqui, seja das pessoas que se estão a ligar através da aplicação da Web Summit, ou que se aproximam quando vêem o dístico à volta do pescoço ou um casaco da Techstars são bastante elevados. Muitas pessoas vêm tentar convencer-me e, tipicamente, veremos muito mais de uma centena de pessoas durante os próximos dias. Mas os bons destacam-se sempre. Há sempre argumentos que ficam retidos na nossa mente, que não conseguimos tirar da cabeça."

A empresa Engeneer.ai pertence à categoria das que ficam no ouvido.

A ambição é ganhar a maior fatia do mercado de construção de sites e aplicações, que movimentou 500 mil milhões de dólares no ano passado.

O primeiro passo está dado: o fundador Sachin Duggal comemorou na Web Summit um marco histórico para a empresa: 30 milhões de dólares de investimento.

Sachin Duggal: "Deixa-me um pouco nervoso, porque estamos tão habituados a ser muito cuidadosos com o dinheiro e, agora, a questão é: a que velocidade conseguimos chegar a um rendimento de 100 milhões, de 500 milhões?"

Entre o entusiasmo de quem apresenta ideias e a sede de quem quer investir escrevem-se os dias da Web Summit. Uma cimeira que parece ter saltado para a cultura popular, com proporções de concerto rock.

Eamonn Carey: "Estar na Europa, numa conferência onde há mais de 70.000 pessoas, pareceria algo impensável há 10 ou 15 anos. Mas serve apenas para mostrar a força do ecossistema que existe aqui agora e o nível de entusiasmo que existe, tanto entre governos e legisladores, como também entre investidores e construtores de ecossistemas e, sobretudo, entre 'start-ups'."

A Web Summit vai repetir-se em Lisboa pelo menos por mais 10 anos: o contrato entre a organização e o Estado português já está assinado.

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