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Dívida italiana é bomba-relógio para os bancos europeus

Dívida italiana é bomba-relógio para os bancos europeus
Direitos de autor REUTERS/Stefano Rellandini
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De  Ricardo Figueira
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Um refinanciamento da dívida italiana pode esgotar, em apenas um ano, a capacidade do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira.

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Uma semana depois de Itália ter anunciado entrar em recessão, os bancos europeus estão preocupados com a dívida do país. Ao atingir o bilião e meio de euros. é considerada a maior concentração de dívida pública de toda a Europa. Uma bomba-relógio que pode rebentar nas mãos de um punhado de bancos, sobretudo italianos, como é o caso do Monte dei Paschi di Siena, que se prepara para vender a sede histórica e outros edifícios, para conseguir 600 milhões de euros.

Altamente expostos à dívida de Itália estão também os bancos franceses, a quem a Itália deve mais de 285 mil milhões de euros. Embora a uma escala mais pequena, os bancos de países como Alemanha, Bélgica, Reino Unido e Espanha.

Um refinanciamento da dívida italiana pode esgotar, em apenas um ano, a capacidade do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira, que é de 410 mil milhões de euros. Para continuar a ter liquidez, o Estado italiano precisaria de vender mais de 400 mil milhões de euros anuais em dívida.

Na última crise financeira, o Banco Central Europeu, liderado por Mario Draghi, garantiu liquidez no mercado, mas Draghi termina o mandato este ano e não se sabe qual será a linha da próxima direção do BCE.

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