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BCE reforça apoio de emergência com 600 mil milhões

Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt, na Alemanha
Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt, na Alemanha Direitos de autor Michael Probst/The Associated Press
Direitos de autor Michael Probst/The Associated Press
De  Teresa Bizarro com Lusa, AP
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O Banco Central Europeu aumenta o orçamento para apoio e estabilização da economia da União Europeia. O envelope de ajuda tem o valor total de 1 bilião e 350 mil milhões de euros

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O Banco Central Europeu (BCE) aumentou em 600 mil milhões de euros o orçamento do Programa de Compra de Ativos de Emergência Pandémica (conhecido pelo acrónimo inglês PEPP). Esta bolsa destina-se a limitar o impacto da crise causada pelo novo coronavírus e tem agora um teto de um bilião e 350 mil milhões de euros.

O anúncio foi feito no final do Conselho de Governadores do BCE, esta quinta-feira. O programa de compra de dívida destina-se a apoiar os países e escudar as economias da zona euro de tentações especulativas numa altura de profunda crise e incerteza.

A duração deste programa foi também alargada. Mais seis meses do que estava inicialmente previsto, até junho de 2021.

A presidente do BCE justificou a decisão com uma "contração sem precedentes" da economia da zona euro. Christine Lagarde afirma que houve "uma quebra abrupta da atividade económica como consequência da pandemia e das medidas para conter a doença" e acrescenta que "apesar dos dados indicarem que o pior já passou", à medida que o desconfinamento é posto em prática, "as melhorias são muito ténues, se comparadas com a velocidade a que os indicadores afundaram".

O BCE prevê uma queda global das economias da zona euro em 8,7 por cento. O quadro deve melhorar em 2021 - com crescimento previsto de 5,2%.

Para o BCE, este reforço do PEPP está relacionado com a revisão das previsões de inflação e apoiará "as condições de financiamento da economia real, em particular das empresas e das famílias". A instituição adiantou que os títulos adquiridos no âmbito do PEPP que cheguem ao fim do seu prazo serão reinvestidos "pelo menos até ao fim de 2022".

Até 29 de maio, o BCE tinha adquirido com este programa dívida no valor de 234.665 milhões de euros, dos quais 186.603 milhões em dívida pública.

O programa de emergência é apenas uma parte dos instrumentos a que o BCE recorreu para enfrentar a crise.

Na reunião de hoje, o BCE deixou as taxas de juros inalteradas, com a principal taxa de refinanciamento a manter-se em zero, a taxa de depósitos em -0,50% e a taxa aplicada à facilidade permanente de cedência de liquidez em 0,25%.

Retoma depende de váriaveis instáveis e da capacidade de dinamização das economias nacionais

A Alemanha já abriu os cordões à bolsa: 130 mil milhões de euros para o estímulo do mercado.

Para a chanceler alemã, "se queremos dar um futuro às próximas gerações, temos de investir hoje".

Angela Merkel diz que esse é o príncipio que vai prevenir "piores cenários" apesar de não garantir "facilidades". Merkel defende o programa que desenhou como ambicioso, mas equilibrado.

O governo português nomeou um gestor para definir as medidas de relançamento da economia. António Costa e Silva vai propor um noov plano de ação que deverá ser aprovado em Conselho de Ministros.

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