Petrolíferas anunciam despedimentos

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Shell e BP preparam-se para cortar cerca de 20 mil postos de trabalho, como resposta à quebra na procura de petróleo acentuada pela pandemia de covid-19.

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A crise do coronavírus chegou ao setor petrolífero. A pandemia gerou uma quebra na procura e a Shell já anunciou a resposta: um corte de sete mil a nove mil postos de trabalho, até 2022.

A medida, alega o diretor da empresa, Ben van Beurden, é também o caminho necessário para a modernização e transformação ecológica da petrolífera.

De acordo com o , os despedimentos fazem parte de um plano para tornar a "organização mais (...) eficiente, competitiva, e ágil (...) na resposta aos clientes"

Ambientalistas e investidores estão a pressionar o setor para tornar o negócio mais sustentável do ponto de vista ambiental.

Para fazer face aos desafios de um futuro a curto prazo, também a BP se prepara para despedir 10 mil dos cerca de 70 mil trabalhadores em todo o mundo.

O setor reconhece o fim da era de crescimento no consumo de petróleo e responde assim às mudanças do mercado, acentuadas pelos efeitos de uma pandemia ainda sem fim à vista.

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