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Comissão Europeia revela planos sobre investimentos no euro digital

De acordo com os dados da Comissão Europeia, 55% dos cidadãos da União Europeia (UE) preferem efetuar pagamentos sem numerário
De acordo com os dados da Comissão Europeia, 55% dos cidadãos da União Europeia (UE) preferem efetuar pagamentos sem numerário Direitos de autor AP Photo/Michael Probst
Direitos de autor AP Photo/Michael Probst
De  Efi KoutsokostaIsabel Marques da Silva (Trad.)
Publicado a Últimas notícias
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A proposta da Comissão Europeia visa dar a oportunidade aos cidadãos de obterem até três mil euros digitais, em carteiras de investimento seguras, que podem ser usados para pagamentos via Internet ou em operações presenciais.

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Com cada vez mais pessoas a utilizarem ferramentas digitais para as suas transações diárias, a Comissão Europeia apresentou,na quarta-feira, uma proposta de criação de um euro digital.

A popularidade das moedas digitais tem vindo a aumentar, à medida que as criptomoedas como a Bitcoin se tornaram populares. Mas, ao contrário da Bitcoin, o euro digital seria uma moeda digital do Banco Central Europeu (BCE), essencialmente dinheiro eletrónico.

O objetivo seria oferecer aos cidadãos uma solução alternativa de pagamento à escala europeia, para além das opções que existem atualmente.

"Com o euro digital, as pessoas poderão pagar em "dinheiro público, tano na Internet como em situações presenciais", afirmou Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo da Comissão Europeia, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

"Ter uma carteira digital de euros carregada no telemóvel - ou noutro dispositivo - será o mesmo que ter moedas e notas no bolso. Poderá pagar com a mesma facilidade. Nem sequer é necessário ter uma ligação à Internet", explicou.

Garantias de privacidade e segurança

De acordo com os dados da Comissão Europeia, 55% dos cidadãos da União Europeia (UE) preferem efetuar pagamentos sem numerário, 22% preferem o numerário e 23% não têm preferência.

Mas a proposta tems sido alvo de objeções por parte de algun cidadãos, devido a preocupações com a privacidade, bem como por parte dos bancos comerciais, devido a potenciais corridas aos bancos.

Os dados pessoais serão totalmente protegidos. Os bancos, nem mesmo o BCE, não poderiam localizar os dados pessoais das pessoas. Os pagamentos em situação presencial ofereceriam um nível de privacidade semelhante ao atual.
Valdis Dombrovskis
Vice-presidente executivo da Comissão Europeia

O executivo da UE pretende atenuar esses receios, sublinhando que haverá cláusulas de segurança para todas as partes envolvidas.

"Os dados pessoais serão totalmente protegidos. Os bancos, nem mesmo o BCE, não poderiam localizar os dados pessoais das pessoas. Os pagamentos em situação presencial ofereceriam um nível de privacidade semelhante ao atual", disse Dombrovskis.

Deverá haver, também, uma disposição para limitar a quantidade de dinheiro que as pessoas poderiam guardar em euros digitais, no caso três mil euros.

"Embora as pessoas possam armazenar euros digitais nos seus dispositivos, o montante estará sujeito a um limite máximo como forma de proteger a estabilidade financeira e evitar saídas substanciais dos bancos", especificou.

A lei final tem de ser apoiada pelos 27 Estados-membros e pelo Parlamento Europeu. Espera-se que o BCE dê luz verde a um euro digital em outubro, para que possa ser lançado em 2027.

A China foi a primeira grande economia do mundo a lançar uma moeda digital, em 2020. Países como a Jamaica, as Caraíbas Orientais e as Baamas também já têm moedas digitais deste tipo.

Os Estados Unidos estão a desenvolver um dólar digital, mas os especialistas afirmam que tal poderá demorar mais alguns anos a acontecer.

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