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Lucros da Toyota caem 43% após diretor financeiro ser nomeado CEO

ARQUIVO - Foto cedida pela Toyota mostra o Corolla berlina de 2026. A versão híbrida oferece até 50 milhas por galão, segundo a EPA. (Cortesia da Toyota Motor Sale
ARQUIVO - Foto fornecida pela Toyota mostra o Corolla berlina 2026, disponível como híbrido com consumo EPA estimado em 50 mpg (Cortesia Toyota Motor Sale Direitos de autor  AP/AP
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De Euronews com AP
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Maior construtor automóvel japonês regista forte queda dos lucros trimestrais, invocando pressão de tarifas e custos em alta, e anuncia mudança na liderança

Maior construtor automóvel japonês, a Toyota anunciou esta sexta-feira uma queda de 43% no lucro trimestral e informou que o diretor financeiro, Kenta Kon, vai assumir os cargos de diretor executivo e de presidente.

Veterano da Toyota, Kon substitui Koji Sato em ambas as funções em abril. A aprovação pelos acionistas é esperada em junho.

“Isto traduz a nossa determinação em avançar com as mudanças com todas as nossas forças”, disse Sato aos jornalistas, classificando as últimas mudanças de gestão como uma “mudança de velocidade”.

Sato mantém-se vice-presidente da Toyota Motor Corp.

Kon, com experiência prática em várias áreas, incluindo condução automatizada, foi escolhido como especialista em formas de melhorar a rentabilidade da empresa, segundo a Toyota.

Todos os construtores automóveis japoneses têm enfrentado dificuldades devido à subida dos custos das matérias-primas e ao impacto das tarifas do presidente norte-americano Donald Trump.

A Toyota, que produz o sedan Camry e os modelos de luxo Lexus, estima que o impacto negativo das tarifas tenha retirado 1,45 biliões de ienes (7,8 mil milhões de euros) ao seu resultado operacional no último ano.

No trimestre de outubro a dezembro, o lucro do grupo atingiu 1,25 biliões de ienes (6,8 mil milhões de euros), abaixo dos 2,19 biliões de ienes registados em igual período do ano anterior.

Nos nove meses até dezembro, a Toyota registou uma quebra de 26% no lucro, para 3,03 biliões de ienes (16,1 mil milhões de euros), face aos 4,1 biliões de ienes, apesar de as vendas terem aumentado quase 7%, para 38 biliões de ienes (205,3 mil milhões de euros), contra 35 biliões de ienes no ano anterior.

As vendas globais de veículos nos nove meses subiram para 7,3 milhões de unidades, face a cerca de 7 milhões, com aumentos no Japão, América do Norte e Europa.

Sato, que chefiou a Toyota nos últimos três anos, vai continuar a desempenhar um papel-chave na indústria como presidente da JAMA, a associação de construtores automóveis do Japão, a partir de janeiro.

Detém ainda um cargo de liderança na Keidanren, a federação empresarial japonesa, que representa o conjunto das empresas do país. Reconheceu que essas responsabilidades são tão críticas e a transformação do setor tão urgente que considerou poder desempenhar melhor essas funções se deixasse a presidência executiva.

Kon, considerado próximo do presidente do conselho de administração, Akio Toyoda, neto do fundador, afirmou que as pessoas na Toyota são responsáveis, mas tendem a ser relutantes em mudar, porque trabalharam muito para montar o sistema atual, quando precisam de ser mais ágeis.

Sediada na cidade de Toyota, no centro do Japão, a empresa manteve a previsão de lucro para o conjunto do ano fiscal em 3,57 biliões de ienes (19,3 mil milhões de euros), menos 25% face ao ano anterior. As ações da Toyota subiram 2% após os anúncios.

“Para que a Toyota continue a avançar na transformação numa empresa de mobilidade, é necessário não só reforçar a colaboração dentro do setor, como também alargar parcerias para lá da indústria”, referiu a empresa em comunicado.

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