Os ataques aéreos por todo o Golfo, uma das maiores regiões produtoras e exportadoras de energia do mundo, levaram a um aumento significativo de muitos índices internacionais de referência do petróleo bruto, com impacto no preço de venda ao público dos combustíveis.
Os residentes na Alemanha continuam a sentir o peso da guerra no Irão nas estações de serviço, à medida que os preços do petróleo continuam a disparar, com os combates a durarem já há quase um mês.
Os ataques aéreos por todo o Golfo, uma das maiores regiões produtoras e exportadoras de energia do mundo, levaram a um aumento significativo de muitos índices internacionais de referência do petróleo bruto, numa situação que rapidamente se transformou numa crise global dos preços do petróleo.
Os preços mais elevados têm afetado os consumidores nas bombas de gasolina, em particular na Alemanha, obrigando muitos a ajustar os seus estilos de vida.
"Pessoalmente, isto limita bastante as coisas. Quer dizer, tenho dois filhos e, normalmente, fazemos coisas ao fim de semana; agora fazemos um pouco menos ou mais na nossa zona, em vez de irmos a algum lado, porque é simplesmente demasiado caro. Prefiro deixar o carro estacionado se não precisar dele", conta Kevin Plücken, residente em Colónia.
De facto, a Alemanha tem sido especialmente afetada pela escalada da guerra no Irão: contas feitas, durante as primeiras três semanas de conflito, a gasolina ficou quase 14% mais cara, um valor significativamente acima da média da UE.
Enquanto França e Áustria também registaram aumentos significativos, os preços mantêm-se praticamente estáveis em alguns países, como a Eslováquia e a Hungria. Em média, os preços dos combustíveis na UE subiram cerca de 8% nesse período de três semanas.
Preços subiram acentuadamente desde o início da guerra no Irão
Tanto o gasóleo como a gasolina registaram um aumento acentuado desde o início da guerra na Alemanha. Segundo informações divulgadas pela imprensa, este fim de semana, o litro de gasóleo estava mais de 55 cêntimos mais caro do que no dia anterior ao início da guerra, e o litro de gasolina mais de 30 cêntimos. Os condutores alemães pagam assim, atualmente, mais de dois euros por litro de combustível.
A principal razão é o aumento acentuado dos preços do petróleo bruto devido à guerra. No entanto, a indústria petrolífera também é alvo de críticas generalizadas por explorar a situação geopolítica de modo a incrementar os seus lucros.
De modo a aliviar o peso destes aumentos nos bolsos dos motoristas, o ADAC (Clube Automóvel Alemão) exige uma redução do imposto sobre a energia. Segundo a sua avaliação, os ataques do Irão à infraestrutura de GNL (Gás Natural Liquefeito) no Qatar também estão a fazer subir os preços do gasóleo, uma vez que se receia que haja interrupções de longo prazo.