O alerta surge poucos dias após o ataque contra à agência do Bank of America. Quatro pessoas, incluindo três menores, foram acusadas.
O risco de um ataque a bancos americanos em solo francês mantém-se. Na quinta-feira, o banco Goldman Sachs, na Avenida Monceau, no 16º distrito de Paris, foi colocado sob vigilância policial, segundo a AFP.
O alerta foi dado na quarta-feira à noite. As autoridades americanas avisaram o escritório de Londres de que um grupo pró-iraniano ameaçava atacar os edifícios do banco em Paris com recurso a engenhos explosivos.
Embora o governo francês e os serviços de segurança considerem que a França não é diretamente visada, os interesses dos EUA e de Israel em solo francês podem ser potencialmente visados em resultado da escalada no Médio Oriente.
A Goldman Sachs atuou rapidamente e autorizou os seus funcionários de Paris a trabalhar à distância. "A segurança dos nossos empregados é a nossa prioridade absoluta e estamos a tomar as medidas necessárias para garantir a sua segurança", disse uma porta-voz à AFP.
Contactada pela Euronews, a Goldman Sachs não quis fazer qualquer comentário.
Atentado à bomba frustrado
Este alerta surge num contexto particular, mais de um mês após o início da guerra no Médio Oriente, desencadeada por ataques norte-americanos e israelitas no Irão.
No sábado, 28 de março, as autoridades francesas evitaram um atentado bombista contra uma agência do Bank of America em Paris. Quatro pessoas, um jovem adulto e três menores, foram entretanto acusadas. O primeiro é suspeito de ter recrutado os três adolescentes, que foram encarregados de colocar um engenho explosivo no exterior do edifício.
A Procuradoria Nacional Antiterrorista francesa afirma que o incidente pode estar ligado a um grupo islamista pouco conhecido com potenciais ligações ao Irão, embora ainda não tenha sido estabelecida qualquer ligação formal.
O grupo Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiya (HAYI) já reivindicou a autoria de ataques contra comunidades judaicas no Reino Unido, na Bélgica e nos Países Baixos.