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Volkswagen: principais acionistas exigem medidas rápidas para reforçar competitividade

Logótipo do fabricante automóvel alemão Volkswagen fotografado na fábrica transparente da Volkswagen em Dresden, Alemanha, em 14 de maio de 2025
Logótipo da fabricante automóvel alemã Volkswagen fotografado na fábrica transparente da marca em Dresden, Alemanha, em 14 de maio de 2025 Direitos de autor  AP Photo/Matthias Schrader, File
Direitos de autor AP Photo/Matthias Schrader, File
De Indrabati Lahiri
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Enquanto enfrenta tarifas adicionais e concorrência crescente de marcas chinesas, a Volkswagen considera cruciais cortes de custos e mudanças estratégicas para manter a posição no mercado

O maior acionista da Volkswagen, a Porsche SE, apelou a que o construtor automóvel alemão adote de imediato medidas para fazer frente à concorrência crescente das marcas chinesas. Poderá tratar-se da maior reestruturação nos 89 anos de história da empresa.

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As famílias Porsche e Piëch controlam em conjunto a Volkswagen através da sua holding, a Porsche SE, que detém cerca de 31,9% do capital da Volkswagen.

“O Grupo Volkswagen encontra-se numa encruzilhada histórica. As decisões que a Volkswagen tomar agora vão determinar o seu futuro. Pelo bem da empresa e da sua competitividade sustentável, todos têm agora de arregaçar as mangas e assumir responsabilidades”, afirmou Hans Dieter Pötsch, presidente do conselho de administração da Porsche SE, em comunicado.

Pötsch sublinhou ainda que é imperativo tomar rapidamente decisões cruciais, advertindo que, quanto mais forem adiadas, maiores se tornarão estes problemas.

Acrescentou: “O foco tem de estar agora exclusivamente no que é necessário do ponto de vista empresarial e económico. Todas as outras considerações devem ficar em segundo plano.”

Entre as medidas contam-se a eliminação de capacidade excedentária, o reforço significativo dos processos de decisão e execução do grupo e uma redução substancial de custos.

Esta posição poderá também significar que, nos próximos meses, a Volkswagen dedique menos atenção a aspetos como os direitos laborais e as questões ambientais, centrando-se sobretudo na rentabilidade e na reestruturação para responder à atual crise de concorrência que afeta as suas operações de longo prazo.

“A competitividade é o objetivo. Todas as opções têm de ser consideradas para o conseguir. Caso contrário, a Volkswagen arrisca perder permanentemente terreno face aos seus concorrentes internacionais”, afirmou também em comunicado o Dr. Johannes Lattwein, membro do conselho de administração responsável pelas áreas financeira e de tecnologias de informação.

As ações da Volkswagen subiam 0,6% na tarde de sexta-feira, mas acumulam uma queda superior a 27% desde o início do ano.

Volkswagen à beira de grande reestruturação

A empresa já confirmou que pondera cortar até 100 000 postos de trabalho para compensar a quebra dos lucros. O número duplica o anteriormente avançado.

A decisão surge numa altura de forte pressão tarifária, que se traduz em milhares de milhões de euros, e de concorrência crescente dos construtores chineses, sobretudo de marcas de veículos elétricos como a BYD, a Geely e a SAIC.

O fenómeno verifica-se tanto no mercado chinês, onde os modelos tradicionais perderam terreno face aos rápidos fabricantes chineses de veículos elétricos, como nos mercados europeu, latino-americano e africano, onde os modelos chineses acessíveis continuam a registar um crescimento significativo.

Num esforço adicional para diversificar e reforçar a resiliência, a Volkswagen está também a analisar várias opções para aumentar a produtividade e melhorar a taxa de utilização das suas fábricas.

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