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Museu dedicado à invasão soviética do Afeganistão reabre em Herat após modificações dos talibãs

O grande diorama é a principal atração do museu
O grande diorama é a principal atração do museu Direitos de autor  AP
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De Euronews
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Os talibãs introduziram alterações no museu, permitindo a sua reabertura. As mulheres estão proibídas de entrar na instalação.

Em Herat, no Afeganistão, o Museu da Resistência - ou Museu da Jihad - voltou a funcionar, mas com alterações introduzidas pelos talibãs.

O museu é dedicado aos mujahideen que resistiram à invasão soviética do Afeganistão na década de 1980.

Foi em Herat, em março de 1979, que teve lugar uma manifestação contra a liderança pró-soviética do Afeganistão, que é considerada o início da resistência organizada.

O museu foi construído em 2010 e rapidamente se tornou um marco da cidade: o edifício em mosaico azul e branco situa-se numa colina rodeada de jardins.

Museu em Herat, em 2015.
Museu em Herat, em 2015. AP

No exterior há uma exposição de equipamento de troféus e um mural com os nomes dos mujahideen mortos. Já no interior encontram-se armas e um enorme diorama que retrata os habitantes de uma aldeia afegã a resistir às tropas soviéticas.

O famoso zelador do museu era um antigo soldado soviético: em 1985, Bakhretdin Khakimov, ferido, foi capturado pelos mujahideen, que o levaram. Indignado com o facto de os seus compatriotas nem sequer tentarem procurá-lo, ficou no Afeganistão, converteu-se ao Islão e mudou de nome. Lutou ao lado dos mujahideen, tendo depois participado na guerra civil dos anos noventa.

Obra exposta no Museu da Resistência
Obra exposta no Museu da Resistência AP

Sob o domínio talibã, a exposição sobreviveu, mas as peças foram alteradas para cumprir a proibição de retratar seres vivos.

Todas as figuras tiveram os seus rostos removidos, não apenas os humanos, mas também os animais. A "sala da fama", que continha retratos de várias dezenas de líderes mujahideen que lutaram primeiro com as tropas soviéticas e depois entre si, desapareceu completamente.

Além disso, salvo raras exceções, as mulheres deixaram de ser autorizadas a entrar no museu.

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