This content is not available in your region

Ocean Viking procura urgentemente porto seguro para 572 migrantes

euronews_icons_loading
Mar Mediterrâneo
Mar Mediterrâneo   -   Direitos de autor  Euronews/Flavio Gasperini/SOS Méditerranée
De  Nara Madeira com AP, EVN, AFP
Tamanho do texto Aa Aa

A organização não-governamental SOS Méditerranée exortou a União Europeia a coordenar o desembarque com urgência, num lugar seguro, das 572 pessoas resgatadas pelo Ocean Viking, em três dias de viagem pelo Mediterrâneo. A bordo da embarcação seguem 183 menores, resgatados em pouco mais de três dias de viagem no mar Mediterrâneo.

Itália continua a ser o país europeu onde chegam mais migrantes, mais de 14 mil só em 2021, e o fluxo tem sido contínuo. Mas Espanha, sobretudo o enclave de Ceuta, aproxima-se, a passos largos, já chegaram ao país mais de 10 mil pessoas, enquanto se alteram as rotas de navegação e do tráfico de seres humanos.

O último salvamento, ocorrido na segunda-feira, durou mais de cinco horas, e levou à evacuação de 369 pessoas de um barco de madeira, sobrelotado, que estava prestes a virar-se. Foi preciso estabilizar a embarcação antes de transferir os sobreviventes, muitos deles em macas.

Em comunicado, a coordenadora das operações de busca e salvamento do Ocean Viking, Luisa Albera, contava que o que têm visto no mar, nos últimos dias,_ "é de partir o coração. Não só salvámos centenas de pessoas - que arriscaram morrer no mar em vez de ficarem na Líbia - sem qualquer coordenação das autoridades marítimas, como também vimos os destroços de outros barcos interceptados pela Guarda Costeira Líbia, incluindo na zona de salvamento de Malta".

O Ocean Viking é o único barco a operar, nesta região do Mediterrâneo já que as autoridades italianas estão a bloquear cinco navios humanitários por alegadas irregularidades. São eles o Sea Eye 4, o Alan Kurdi e o Sea Watch 3 e 4, a que se juntou, no sábado, o Geo Barents, dos Médicos Sem Fronteiras.

Nos primeiros seis meses do ano, mais de 720 pessoas morreram no mar e cerca de 15.000 foram interceptadas pela guarda costeira líbia e devolvidas, ilegalmente, a este país. Um porto que nada tem de seguro e onde os migrantes sofrem torturas várias e até violações, de acordo com organizações não-governamentais que operam na região.

Outras fontes • SOS Méditerranée