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Inundações ameaçam um em cada oito europeus e 11% dos hospitais

Inundações mortais atingem a Bélgica em 2021
Inundações mortais atingem a Bélgica em 2021 Direitos de autor Olivier Matthys/Copyright 2021 The AP. All rights reserved
Direitos de autor Olivier Matthys/Copyright 2021 The AP. All rights reserved
De  Gregoire Lory
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Artigo publicado originalmente em francês

A Agência Europeia do Ambiente publicou um relatório sobre o impacto das alterações climáticas no ciclo da água. Em 40 anos, as tempestades violentas já fizeram mais de 5 500 vítimas.

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Um em cada oito europeus vive numa zona com risco de inundações. Esta é uma das conclusões de um relatório publicado esta quarta-feira pela Agência Europeia do Ambiente sobre o impacto das alterações climáticas em todo o ciclo da água, que inclui também a seca e os incêndios florestais.

Em 40 anos, as tempestades violentas já fizeram 5 582 vítimas e o perigo continua a ser elevado.

"Cerca de 15% das instalações industriais na Europa podem estar localizadas em planícies aluviais", explica Aleksandra Kazmierczak, especialista em clima e saúde da Agência Europeia do Ambiente.

"As infra-estruturas, como as estações de tratamento de água, estão localizadas mais a jusante. E, na Europa, mais de um terço estão localizadas em planícies aluviais", acrescenta. De acordo com o relatório, 11% dos hospitais estão também localizados em zonas de alto risco.

A seca e as ondas de calor também ameaçam a qualidade da água, aumentando a concentração de poluentes. Estes fenómenos cumulativos colocam um problema de acesso à água para as populações e afetam os sistemas de refrigeração das centrais nucleares e da agricultura.

"Em 2022, assistimos a uma quebra na produção de milho e de azeite, por exemplo, sobretudo no sul da Europa. As perdas causadas pela seca nos setores da agricultura, do abastecimento de água e da energia estão estimadas em cerca de 9 mil milhões de euros por ano", explica Aleksandra Kazmierczak.

Por conseguinte, a Agência Europeia apela a todos os atores que limitem o desenvolvimento nas zonas de risco. Sugere soluções inspiradas na natureza, como a plantação de árvores ou de zonas com vegetação para reter as águas pluviais, ou a reutilização das águas tratadas. Por último, propõe a criação de sistemas de alerta precoce mais eficazes.

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