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Manifestação contra Acordo de Livre Comércio EU-EUA em Bruxelas

Manifestação contra Acordo de Livre Comércio EU-EUA em Bruxelas
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Agricultores, sindicalistas e ecologistas, sem medo da chuva e mesmo sem o público que esperavam manifestaram-se esta sexta-feira contra o Acordo de

Agricultores, sindicalistas e ecologistas, sem medo da chuva e mesmo sem o público que esperavam manifestaram-se esta sexta-feira contra o Acordo de Livre Comércio que está a ser negociado entre os Estados Unidos e a União Europeia. Os líderes europeus terminaram mais cedo a última cimeira do ano e já não ouviram dezenas de vozes que se levantam contra a redução de barreiras fiscais, legais e bancárias que existem entre os dois continentes.

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Os manifestantes garantem, apesar dos mercados se alargaram, vão ter muito mais a perder que a ganhar. Garantem que, por exemplo, os produtos agrícolas vão chegar à Europa a preços muito inferiores, mas a qualidade também será muito inferior.
Os sindicatos acreditam também que o acordo de Livre Comércio, que a União Europeia quer que seja assinado até ao final do próximo ano, vai fazer com que a Europa vá copiar aquilo que consideram como maus exemplos dos Estados Unidos. Uma sindicalista, entrevistada pela euronews, explica que “trabalha no setor da saúde e sabemos o que acontece na saúde nos Estados Unidos: as pessoas não têm direito, acesso aos serviços de saúde, só se pagarem. Tudo é privado. Aqui queremos continuar a comer de forma saudável, a ter educação não apenas se tivermos dinheiro. Queremos continuar a ser tratados como cidadãos e que exista solidariedade entre as pessoas”.

A correspondente da euronews em Bruxelas, Efi Koutsokosta, que acompanhou esta manifestação, lembra que “enquanto os líderes dos 28 reafirmam a vontade assinar o tratado de livre comércio, agricultores, sindicatos e representantes da sociedade civil garantem que vão voltar aos protestos já em fevereiro, quando ocorrer a próxima ronda de negociações”.

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