Eleição nos EUA deu folga ao governo sírio para atacar Alepo

Eleição nos EUA deu folga ao governo sírio para atacar Alepo
Direitos de autor 
De  Isabel Marques da Silva
Partilhe esta notíciaComentários
Partilhe esta notíciaClose Button

O regime sírio e seus aliados aproveitaram a turbulenta eleição presidencial nos Estados Unidos da América para redobrar os esforços na captura do leste de Alepo, reconhece o subsecretário-geral das N

PUBLICIDADE

O regime sírio e seus aliados aproveitaram a turbulenta eleição presidencial nos Estados Unidos da América para redobrar os esforços na captura do leste de Alepo.

Depois de uma reunião com responsáveis da União Europeia, o subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, disse à euronews que “não há dúvida de que, ao redor das eleições nos Estados Unidos, houve uma pressão muito severa do regime sobre o povo do leste de Alepo”.

“Mas também aumentaram as nossas preocupações face à situação na parte oeste de Alepo devido aos contra-ataques”, acrescentou.

A ONU pede, no mínimo, 48 horas de pausa humanitária para entregar bens de primeira necessidade e dar apoio médico aos milhares de feridos e doentes.

Stephen O’Brien alerta que os repetidos ataques a instalações de saúde são crimes de guerra: “Estamos a chegar ao ponto em que as instalações e pessoal médico foram tão severamente atingidos no leste de Alepo que os hospitais não funcionam e quase nenhum tratamento médico pode ser fornecido”.

“Isso não é apenas uma violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, mas é também uma violação do direito internacional humanitário”, realçou.

Mais de quatro mil pessoas do leste de Alepo fugiram para outras zonas ainda controladas pelos rebeldes, para a zona curda ou para o território detido pelo governo.

Partilhe esta notíciaComentários

Notícias relacionadas

Líderes da UE sob pressão de Zelenskyy para reforçar as defesas aéreas da Ucrânia

Debate sobre o futuro do Pacto Ecológico reacende profundas divisões

"O sangue das crianças palestinianas está nas vossas mãos!": homem interrompe von der Leyen