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Empréstimo à Ucrânia: líderes europeus não conseguem levantar veto "inaceitável" de Orbán

Viktor Orbán na chegada à cimeira do Conselho Europeu em Bruxelas, 19 de março de 2026
Viktor Orbán na chegada à cimeira do Conselho Europeu em Bruxelas, 19 de março de 2026 Direitos de autor  AP Photo/Geert Vanden Wijngaert
Direitos de autor AP Photo/Geert Vanden Wijngaert
De Euronews
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"Nunca apoiarei qualquer tipo de decisão aqui que seja a favor da Ucrânia, enquanto os húngaros não conseguirem receber o petróleo que nos pertence", sublinhou o primeiro-ministro húngaro na cimeira do Conselho Europeu, esta quinta-feira, em Bruxelas.

Os líderes da União Europeia (UE) não conseguiram persuadir Viktor Orbán, primeiro-ministro da Hungria, a levantar o bloqueio ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia nas conversações da cimeira do Conselho Europeu, esta quinta-feira, em Bruxelas.

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O veto de Orbán está relacionado com as interrupções no fornecimento de petróleo através do oleoduto Druzhba, que foi danificado e, segundo a retórica do governo húngaro, está a ser deliberadamente mantido fechado por Kiev.

"Gostaríamos de receber dos ucranianos o petróleo que nos pertence e que está agora bloqueado por eles. Nunca apoiarei qualquer tipo de decisão aqui que seja a favor da Ucrânia, enquanto os húngaros não conseguirem receber o petróleo que nos pertence", reforçou Orbán.

O primeiro-ministro húngaro partilhou um vídeo nas redes sociais, aparentemente gravado após o debate desta manhã sobre a Ucrânia, a dar conta da sensibilidade deste tópico em Bruxelas.

"Estava sob pressão de todos os lados", admitiu, acrescentando que o debate foi "difícil".

Orbán insiste que a Ucrânia está a fazer "chantagem" ao interromper o fornecimento de petróleo através do oleoduto Druzhba. Já Kiev argumenta que o oleoduto precisa de ser reparado após um ataque com drones russos no final de janeiro.

"Mas tentaram isto no sítio errado e na altura errada, porque a posição húngara está profundamente enraizada", afirma Orbán, deixando claro que não cede numa questão que tem suscitado fortes críticas por parte dos restantes líderes do bloco.

Não à guerra no Médio Oriente

Os líderes da UE também mantiveram um tom firme em relação à guerra em curso no Médio Oriente, mantendo a recusa em apoiar as campanhas militares dos Estados Unidos (EUA) e de Israel.

Alguns deles manifestaram disponibilidade para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, que o Irão está a bloquear. Para isso, clarifica o chanceler alemão, a guerra tem de acabar.

"Há muito que podemos fazer, incluindo abrir rotas marítimas e mantê-las desobstruídas. Mas não o faremos enquanto as hostilidades estiverem em curso, só o faremos quando os combates tiverem terminado. Seria também necessário um mandato internacional, que atualmente não temos. E é por isso que ainda temos muitos passos pela frente antes de podermos sequer começar a considerar tal questão", explicou.

Também o presidente francês fez um apelo a um desanuviamento

"Esta escalada é imprudente. Tive oportunidade de falar com o presidente [dos EUA] Trump ontem e, durante a noite, ele próprio apelou para a cessação de todos estes bombardeamentos e ataques a infraestruturas civis, a instalações de gás, petróleo, mas também de água. E quero dizer aqui que apoiamos a ideia de uma moratória sobre os ataques contra infraestruturas civis e civis neste conflito, bem como uma rápida desescalada", frisou Emmnauel Macron.

Os 27 chefes de Estado e de governo debatem igualmente a competitividade, o mercado único, o comércio, a segurança, a migração, o sistema multilateral e o próximo orçamento da UE.

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