"Sala Mário Soares" inaugurada no Parlamento Europeu

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De  Isabel Silva
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O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, sublinhou que "Soares lutou sempre por um Portugal europeu", em declarações durante a cerimónia de atribuição de uma sala no Parlamento Europeu ao históricos líder socialista e ex-chefe de Estado e de governo.

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Cerca de um ano após o falecimento de Mário Soares, o Parlamento Europeu, em Bruxelas, homenageou o antigo chefe de Estado e de Governo português, atribuindo o seu nome a uma das salas. 

O primeiro-ministro de Portugal, António Costa, teceu alguns dos elogios ao homenageado: "Portugal tem muito orgulho em Mário Soares e sabemos que a Europa a que, em grande parte graças a ele, pertencemos e que ele ajudou a construir, partilha connosco este orgulho reconhecido e inspirador".

Soares foi o mestre da adesão de Portugal ao bloco comunitário em 1986, tendo feito o pedido de adesão em 1977.

António Costa sublinhou que "Soares lutou sempre por um Portugal europeu, lutou e militou também sempre por uma Europa moderna que esteja à altura da sua melhor tradição e dos altos desígnios dos seus pais fundadores".

Na cerimónia esteve um dos seus grandes amigos, o ex-chefe de governo espanhol Felipe Gonzalez, que usou o tom crítico também habitual em Soares para falar da crise dos valores europeus.

"Nao podemos considerar superada a crise até que as feridas da desigualdade que esta crise deixou na Europa e no mundo não se fechem de maneira justa", disse o histórico socialista espanhol.

Mário Soares faleceu a 7 de janeiro de 2017, aos 92 anos, sendo por muitos comparado a grandes líderes da segunda metade do século XX, tais como Willy Brandt, Olof Palme e François Mitterrand.

"Soares via na Europa Unida uma das mais admiráveis construções políticas e morais da história humana, de que os cidadãos e os povos europeus tinham o direito, e até o dever, de se orgulhar. Por isso, odiava a Europa dos burocratas e dos tecnocratas, a dos resignados e a dos conformistas, a dos financistas e a dos cínicos, a dos céticos e a dos desistentes", realçou, ainda, António Costa.

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