Itália tenta travar ida da Agência Europeia do Medicamento para Amesterdão

Itália tenta travar ida da Agência Europeia do Medicamento para Amesterdão
Direitos de autor REUTERS/George Frey/File Photo
De  Isabel Silva com AFP
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A pouco mais de um ano para o Brexit e face a um terreno vazio em Amesterdão, a Itália pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia que revogue a decisão de transferir a Agência Europeia do Medicamento de Londres para a capital holandesa.

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A pouco mais de um ano para o Brexit e face a um terreno vazio em Amesterdão, a Itália pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia que revogue a decisão de transferir a Agência Europeia do Medicamento de Londres para a capital holandesa.

Depois de visitar o local e apresentar o projeto, o arquiteto responsável, Fokke van Dijk, afirmou à euronews que "estará pronto no dia 15 de novembro de 2019 porque vamos construí-lo muito rapidamente".

"Analisamos de forma muito pormenorizada em que partes do projeto poderíamos encurtar os prazos, tanto ao nível do desenvolvimento, como do desenho e dos concursos públicos", explicou.

Mas mesmo que se cumpra o prazo, os cerca de 900 funcionários terão de ficar, por alguns meses, num edifício provisório e acanhado.

"Ficará abaixo do ideal, mas vamos poder continuar a trabalhar, para garantir que há uma certa continuidade do ritmo de funcionamento durante o período de transição, até que possamos ocupar as novas instalações", admitiu, à euronews, Noel Wathion, diretor-executivo adjunto da agência.

A queixa de Itália surge porque Milão, no norte do país, foi a outra cidade que chegou à fase final de seleção.

"A proposta inicial feita pela Holanda previa um alojamento temporário, mas revelava não ter um conhecimento claro das exigências da agência. Quando começaram as visitas a esse local, os próprios especialistas e o governo holandês reconheceram que precisava de adaptações", disse, à euronews, Giovanni La Via, eurodeputado italiano do centro-direita.

Várias cidades participaram no concurso inicial, incluindo o Porto, em Portugal, mas Amesterdão ganhou a votação secreta no Conselho Europeu.

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