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Cimeira UE: Extensão para o Brexit e cautelas com a China

Cimeira UE: Extensão para o Brexit e cautelas com a China
Direitos de autor  REUTERS/Yves Herman
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De Isabel Marques da Silva
Publicado a Últimas notícias
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Cimeira UE: Extensão para o Brexit e cautelas com a China

Ao fim de dois dias de trabalho, incluindo uma maratona de oito horas sobre o Brexit, a cimeira da União Europeia, em Bruxelas, terminou, sexta-feira, com votos de que o Reino Unido encontra uma solução dentro da extensão que foi lhe concedida (12 de abril, se não voltar a passar o acordo proposto por Theresa May no Parlamento britânico, e 22 de maio, se esse acordo foi aceite).

O presidente do Conselho Europeu usou um tom conciliador: "O destino do Brexit está nas mãos de nossos amigos britânicos. Estamos, enquanto União Europeia, preparados para o pior, mas esperamos o melhor. Como sabem, a esperança é a última a morrer", disse Donald Tusk.

Na agenda de sexta-feira, o prato forte foi a preparação da cimeira com a China, que decorre a 9 de abril, em Bruxelas. Um novo acordo de investimento exige alguma cautela e mais debate entre os Estados-membros, alertou o presidente da Comissão Europeia.

"Devo dizer que o debate sobre a China foi mais fácil do que o debate sobre o Reino Unido. Com a China temos relações que posso classificar de boas, mas não excelentes. A China é, atualmente, um concorrente, parceiro e rival", afirmou Jean-Claude Juncker.

O presidente francês, Emmanuel Macron, confirmou que ainda há diferenças a limar sobre como lidar com aquele gigante económico: "O tempo da ingenuidade europeia já passou. Não digo que todos tenhamos exatamente a mesma opinião, nem que haja no conjunto dos 27 Estados-membros presentes à mesa uma unanimidade de pontos de vista. Vamos continuar a debater, mas a situação atual é muito diferente".

O presidente chinês, Xi Jinping, está a levar a cabo um mini-périplo europeu que começou em Roma, cujo governo é muito próximo do de Pequim. O primeiro-ministro italiano explicou a sua ausência numa mini-cimeira que ocorrerá em Paris, na próxima semana.

"Foi um ato de cortesia da parte de Macron ter convidado Angela Merkel (chanceler alemã), segundo ele me explicou. Convidou-a a deslocar-se a Paris para lhe dar a oportunidade de trocar algumas palavras com o presidente chinês. Para essa ocasião foi também convidado Jean-Claude Juncker (presidente da Comissão Eurpeia) porque haverá de um seminário para trocar ideias sobre multilateralismo, um tema que nos diz respeito a todos", disse Guiseppe Conte.

Portugal é outro dos Estados-membros com grande parceria económica com a China - algo que incomoda alguns Estados-membros -, mas Portugal não vê motivos para impedir maior investimento chinês em setores-chave do país.

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