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UE dividida sobre orçamento plurianual

UE dividida sobre orçamento plurianual
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De  Isabel Marques da Silva
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O financiamento de um modelo económico que tenha em conta as alterações climáticas está entre as grandes prioridades do quadro orçamental plurianual da União Europeia para 2021 a 2027. Esse orçamento, cuja proposta atual é superior a 1,2 mil milhões de euros, estará em debate na cimeira de líderes.

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O financiamento de um modelo económico que tenha em conta as alterações climáticas está entre as grandes prioridades do quadro orçamental plurianual da União Europeia para 2021 a 2027.

Esse orçamento, cuja proposta atual é superior a 1,2 mil milhões de euros, estará em debate na cimeira de líderes da União, esta semana, em Bruxelas. Mas como há grandes divisões entre os países, o acordo final deverá demorar meses a concluir.

As verbas deverão subir para as políticas de clima, segurança e defesa, migração e controlo de fronteiras. Os cortes estão previstos na política agrícola comum e na política de desenvolvimento regional. 

Mas o Parlamento Europeu está contra quaisquer cortes, tendo a comissão parlamentar de Orçamentos aprovado uma resolução política, na semana passada, a pedir um aumento do volume total para o equivalente a 1,3% do PIB de toda a União Europeia, em vez do 1,1% que está na proposta atual.

"A União Europeia é um gigante económico e comercial, mas é um anão orçamental. Na comissão parlamentar de Orçamentos lutamos para que o bolo total equivala a, pelo menos, a 1,3% do PIB do conjunto de países da União. Mas nos EUA, o orçamento do governo federal é de 23% do PIB", disse, à euronews, David Cormand, eurodeputado francês dos Verdes.

A questão do Brexit

A Alemanha e os países nórdicos querem um orçamento mais contido por causa do Brexit, porque sendo contribuintes líquidos vão ter de aumentar muito a sua parcela para compensar o dinheiro que não virá dos cofres de Londres. Já os Estados-membros do sul e do leste, que habitualmente recebem mais fundos, querem um orçamento maior, que evite cortes nas políticas tradicionais.

"Se estamos a enfrentar novos desafios, devemos financiar essas politicas com dinheiro novo e não à custa de cortes nos fundos para a coesão e para agricultura, que são uma prova da ajuda europeia para os cidadãos de todos os cantos da União", explicou, à euronews, Janusz Lewandowski, eurodeputado polaco do centro-direita que é um dos vice-presidentes da comissão parlamentar de Orçamentos.

"Mas espero que o futuro Fundo de Transição Justa permita a países como Polónia a abandonar o carvão em favor de fontes de energia mais limpas", acrescentou.

A saída do Reino Unido representa uma perda de cerca de 12 mil milhões de euros por ano, pelo que estão a ser considerados novos impostos diretos para o quadro financeiro plurianual.

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