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Patrão do Facebook visita Bruxelas em clima secreto

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Direitos de autor Euronews
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De  Isabel Marques da Silva
Publicado a Últimas notícias
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Há fotografias que provam que o presidente-executivo do Facebook esteve em reuniões de alto nível, segunda-feira, em Bruxelas. Mas o segredo dominou a visita à Comissão Europeia e a imprensa não teve acesso a Mark Zuckerberg.

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Há fotografias que provam que o presidente-executivo do Facebook esteve em reuniões de alto nível, segunda-feira, em Bruxelas. Mas o segredo dominou a visita à Comissão Europeia e a imprensa não teve acesso a Mark Zuckerberg.

"A realidade é que é cabe às duas partes implicadas decidirem se facilitam ou não o acesso à imprensa. Várias reuniões foram previstas como sendo estritamente à porta fechada, o que é frequente na maioria das reuniões", disse Eric Memer, porta-voz da Comissão Europeia.

Mas a opção por tanto segredo por parte de uma empresa de partilha digital de informação pessoal, com dois mil milhões de utilizadores, é vista como algo contraditória. Sobretudo porque o objetivo das reuniões era debater medidas para aumentar a transparência e respeito pelos valores democráticos.

Essa foi a promessa de Mark Zuckerberg feita, também, na recente Conferência de Segurança de Munique, admitindo a necessidade de maior regulamentação para combater propaganda que mina a credibilidade das eleições.

Nova legislação da União Europeia

A visita do patrão do Facebook a Bruxelas aconteceu dois dias antes da Comissão Europeia apresentar novas regras sobre o desenvolvimento da Inteligência Artificial e a utilização de dados pessoais a nível comercial, político e científico.

"Gostaríamos que a União Euorpeia colocasse os direitos dos cidadãos no centro de qualquer política para o setor digital que venha a surgir, inclusive nas estratégias sobre utilização de dados pessoais e o desenvolvimento da inteligência artificial", explicou Fanny Hidvégi, ativista na associação da sociedade civil "Acesso Agora".

"O que a visita de Zuckeberg revela é a grande importância destas estratégias e das futuras políticas, mas também revela que o presidente-executivo do Facebook não assumiu a responsabilidade de prestar contas, o que já aconteceu, no passado, quando se recusou a prestar depoimentos, por exemplo", acrescentou.

Além do Facebook, Apple e Google e outras empresas ligadas a informação digitalizada estão a ser pressionadas para aumentarem o nível de transparência e de respeito pela vida privada, mas esse parece ser um percurso complexo numa área de rápida evolução.

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