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Reino Unido não prolongará diálogo com UE apesar do impasse

Ministro Michael Gove à chegada à residência oficial do primeiro-ministro, em fevereiro
Ministro Michael Gove à chegada à residência oficial do primeiro-ministro, em fevereiro Direitos de autor AP Photo/Matt Dunham, Arquivo
Direitos de autor AP Photo/Matt Dunham, Arquivo
De  Isabel Marques da SilvaJoanna Gill
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O ministro das Finanças britânico, Michael Gove, comunicou à União Europeia que o Reino Unido não vai prolongar o período de transição, apesar do impasse no acordo comercial pós-Brexit.

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O Reino Unido tem, formalmente, até 30 de junho para pedir o prolongamento das negociações para o acordo pós-Brexit, mas o ministro das Finanças britânico, Michel Gove, comunicou a decisão de não o fazer, esta sexta-feira, à Comissão Europeia.

"Michael Gove confirmou-me que o Reino Unido não vai pedir um prolongamento do período de transição. Do nosso lado, tomei nota da posição do Reino Unido e disse que a Comissão Europeia, como reiterou a presidente Ursula von der Leyen, permanece disponível para esse prolongamento", disse Maroš Šefčovič, vice-presidente para as Relações Interinstitucionais, em conferência de imprensa, em Bruxelas.

Gove disse que "a 1 de janeiro de 2021 o Reino Unido vai retomar o controlo e reconquistar a independência política e económica", numa mensagem na rede social Twitter.

Uma questão de lealdade concorrencial

O negociador-chefe em nome da União Europeia, Michel Barnier, tem terminado as últimas rondas de negociação muito pessimista, acusando o Reino Unido de não ser construtivo.

Por seu lado, o presidente da comissão de Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu, David McAllister, diz que não pode haver concorrência desleal.

"Estamos a fazer uma oferta muito generosa ao Reino Unido para continuar a aceder ao maior mercado interno do mundo, mesmo já não sendo um dos seus membros", explicou o eurodeputado alemão de centro-direita, em entrevista à euronews.

"No entanto, queremos manter um quadro leal nas regras de concorrência, que deve ser justa para o Reino Unido, por um lado, e para a União Europeia, por outro. É muito importante proteger os nossos padrões no que diz respeito ao meio ambiente, direitos laborais e proteção do consumidor, para citar apenas três", acrescentou.

A 15 de junho, a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen, deverá tentar fazer avançar o processo numa reunião com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Os presidentes do Conselho e do Parlamento europeus, Charles Michel e David Sassoli, respetivamente, também foram convidados a dar uma ajuda.

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