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Bruxelas promete pacto que equilibra asilo e repatriação

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De  Isabel Marques da Silva  & Shona Murray
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Bruxelas promete pacto que equilibra asilo e repatriação
Direitos de autor  Euronews

Milhares de requerentes de asilo que dormiam nas ruas da ilha grega de Lesbos já foram transferidos para um novo campo de refugiados que substituiu o campo de Moria, destruído por um incêndio na noite de 8 de setembro

Na semana em que a Comissão Europeia apresenta o novo pacto europeu sobre migração e asilo, a euronews entrevistou Ylva Johansson, comissária europeia dos Assuntos Internos, responsável por esta pasta.

Ylva Johansson, comissária europeia dos Assuntos Internos: “Penso que está muito claro para todos que os migrantes estão a pagar um preço alto cada dia que passa sem que tenhamos uma política europeia comum. Além disso, a confiança entre os governos dio Estados-membros nesta materia está a ser afetada pela falta de uma política europeia comum, que espero possa ser restaurada através da minha proposta".

Como criar consenso face à resistência de países tais como a Polónia e a Hungria?

Ylva Johansson, comissária europeia dos Assuntos Internos: "Todos compreendem que é uma tarefa difícil. Para ser honesta, não penso que receberei muitos aplausos quando apresentar a minha proposta, mas penso que vai ser escutada com abertura e respeito pelo facto de tentarmos encontrar um equilíbrio entre demonstrar solidariedade para com os migrantes, requerentes de asilo e entre os Estados-membros, e assegurar que as pessoas que não reúnem os critérios para ficarem na União Europeia serão repatriadas.

Haverá quotas de refugiados para cada país?

Ylva Johansson, comissária europeia dos Assuntos Internos: “Obviamente todos comprendem que a solidariedade caso a caso não funciona, é preciso ter um sistema claro e que este dê resposta adequado à maior pressão que alguns Estados-membros possam sofrer.

Campos de refugiados como o de Moria deixarão de existir?

Ylva Johansson, comissária europeia dos Assuntos Internos: "Sim, nao queremos mais campos como o de Moria. Obviamente que o campo de Moria foi consequência, não totalmente mas em parte, da falta de uma política europeia comum para asilo e migração.

Alguns eurodeputados falaram em termos muito depreciativos sobre refugiados e migrantes. Como lidar com essa atitude?

Ylva Johansson, comissária europeia dos Assuntos Internos: "Em primeiro lugar, penso que temos dado demasiada antena as vozes da extrema-direita no debate sobre migração e asilo. Penso que devemos focar-nos em respostas para gerir a migração de forma ordenada porque é isso que os cidadãos europeus esperam de nós. Os migrantes são pessoas como todos nós, homens e mulheres, rapazes e raparigas, com opiniões e experiências diferentes, e devem ser bem tratados tal como todos os seres humanos".