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Embaixador russo na União Europeia critica obsessão dos 27 com sanções

Embaixador russo na União Europeia critica obsessão dos 27 com sanções
Direitos de autor Euronews
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De  Efi Koutsokosta
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Vladimir Chizhov comentou também, em entrevista à Euronews, a guerra em curso que prefere definir como "operação militar especial", em linha com a narrativa do Kremlin

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Para o embaixador russo junto da União Europeia, os 27 estão obcecados com sanções contra a Rússia.

Com a guerra na Ucrânia em curso, Vladimir Chizhov manifestou-se sobre o assunto, em entrevista à Euronews. Reproduziu à letra a narrativa de Moscovo.

Insiste que a ofensiva se trata de uma "operação militar especial" e não de uma guerra, e que o objetivo final é só um, desdobrado em dois: "desmilitarizar e desnazificar a Ucrânia".

Efi Koutsokosta, Euronews - Quando vemos os ucranianos - cerca de dois milhões de pessoas segundo as agências de refugiados - a fugir da guerra, a deixar a própria casa e a procurar abrigo na União Europeia, podemos dizer que essas pessoas são nazis?

Vladimir Chizhov, embaixador da Rússia junto da União Europeia - Fala num número de dois milhões. Pode ser ainda mais. Contou as pessoas que fugiram para a Rússia? Porque muitos ucranianos rumaram à Rússia. Talvez não sejam os mesmos números que chegam à Polóinia, onde são recebidos de braços abertos, ao contrário do que vimos acontecer recentemente com refugiados sírios e do Médio Oriente na Polónia. Entendo que as pessoas estejam a tentar fugir de uma zona de conflito.

Efi Koutsokosta, Euronews - À medida que a situação evolui, enquanto embaixador junto da União Europeia, está em contacto com os diplomatas europeus? O que é que lhes diz?

Vladimir Chizhov, embaixador da Rússia junto da União Europeia - Sim. Claro que estou em contacto. Expliquei-lhes os motivos e as razões na origem das ações da Rússia. Também lhes pergunto o que pensam e o que é que a União Europeia, como entidade pensa. Além disso, diria a obsessão com as sanções. O meu presidente está a falar com o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Efi Koutsokosta, Euronews - Ouvimos o presidente finlandês dizer, depois de conversar com Vladimir Putin, que a renúncia do governo ucraniano não é mais uma exigência da Rússia. Confirma isso?

Vladimir Chizhov, embaixador da Rússia junto da União Europeia - Acredito que qualquer que seja um futuro governo da Ucrânia, cabe ao povo ucraniano decidir.

Efi Koutsokosta, Euronews - É possível trabalhar com o Governo que está neste momento no poder na Ucrânia?

Vladimir Chizhov, embaixador da Rússia junto da União Europeia - É muito difícil até mesmo falar com o governo porque eles estão a produzir sinais confusos o tempo todo. Um dia, tanto dizem uma coisa como dizem uma coisa totalmente diferente. Eles são bastante irresponsáveis.

Apesar de a guerra na Ucrânia ter azedado as relações entre a União Europeia e a Rússia, o embaixador ainda acredita que será possível dar a volta.

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