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Conselho Europeu arranca em Bruxelas com guerra na Ucrânia em destaque

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De  Pedro Sacadura
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Conselho Europeu arranca em Bruxelas com guerra na Ucrânia em destaque
Direitos de autor  Geert Vanden Wijngaert/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

Em Bruxelas, ouviu-se um grito de alerta, em silêncio. Centenas de manifestantes lembraram hoje o número crescente vítimas mortais por causa da guerra na Ucrânia. Mesmo ao lado, os líderes europeus iniciaram numa cimeira europeia de dois dias para discutir a situação no país e como intensificar as sanções contra a Rússia.

Estados-membros como a Alemanha ou a Bélgica deixaram claro que não estão a postos para suspender os contratos de fornecimento de gás com Moscovo.

"As sanções devem ter mais impacto do lado russo do que do lado europeu. Não estamos em guerra contra nós mesmos. Não vamos adotar sanções que nos enfraqueçam de maneira desnecessária. Isso teria um impacto devastador sobre a economia europeia e penso que não precisamos disso", sublinhou, à chegada ao Conselho Europeu, o primeiro-ministro da Bélgica, Alexandre de Croo.

Outros Estados-membros, como a Finlândia, acreditam que cortar com a dependência energética da Rússia é a única opção para parar a guerra eforçar o presidente Vladimir Putin a negociar.

"Enquanto continuarmos a comprar energia à Rússia estamos a financiar a guerra. Esse é o grande problema que temos", lembrou aprimeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin.

Já o primeiro-ministro da PolóniaMateusz Morawiecki, acrescentou: "quanto mais rápido percebermos que este é o principal oxigénio para a máquina de guerra da Rússia, melhor."

Sobre o pagamento do gás em rublos, que Moscovo exige aos países considerados "hostis", há um grande consenso contra a ideia.

"Não creio que alguém na Europa saiba realmente como são os rublos. Ninguém vai pagar em rublos", ressalvou o primeiro-ministro da Eslovénia, Janez Janša.

Outro prato forte deste Conselho Europeu é precisamente o combate à subida dos preços da energia.

Espanha é um dos países de que defende um teto máximo para o preço de referência do gás e desacoplar a cotação do gás do custo da eletricidade no mercado grossista.

Mas os Países Baixos, por exemplo, estão contra qualquer intervenção no mercado energético.