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Ucrânia à cabeça das prioridades da presidência checa da UE

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De  Sandor Zsiros
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A Chéquia substitui França à frente da presidência semestral da União Europeia a 1 de julho
A Chéquia substitui França à frente da presidência semestral da União Europeia a 1 de julho   -   Direitos de autor  DOMINIQUE FAGET/AFP

Sem surpresas, a Ucrânia dominará a agenda da presidência checa da União Europeia (UE).

A 1 de julho, Praga substitui França à frente da presidência rotativa do Conselho da UE, com prioridades claras como mitigar os efeitos da vaga de refugiados vindos da Ucrânia para o bloco, por exemplo, ou ajudar a reconstruir o país quando o conflito acabar.

Os planos foram apresentados esta quarta-feira.

Os checos também estão a organizar um encontro de líderes com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy.

"A Europa e o mundo inteiro estão a passar por mudanças fundamentais, desde que a invasão russa da Ucrânia abalou todas as nossas certezas. Expôs a fragilidade da arquitetura de segurança da Europa, que teremos de abordar de uma maneira nova e sobretudo ativa, não apenas como observadores confiando em outros", sublinhou, em conferência de imprensa Petr Fiala, primeiro-ministro da Chéquia.

Outra prioridade passar por cortar a dependência europeia da energia russa.

Em junho, os 27 tiveram dificuldades em chegar a um consenso para um embargo ao petróleo russo.

Avançar contra as importações de gás natural russo adivinha-se ainda mais problemático, com vários Estados-membros altamente dependentes.

"Se a guerra persistir e a Rússia continuar a atacar mais território ucraniano do que tem feito até agora, está claro que haverá a necessidade de adotar mais sanções. Se essas sanções vão contemplar o corte de fornecimento de gás é uma grande questão. Não depende inteiramente da Chéquia, embora a Chéquia esteja muito dependente do gás russo. Existem alguns países europeus, grandes países que estão altamente dependentes do gás russo. Penso que a Chéquia, pode, digamos, liderar a carga", referiu, em entrevista à Euronews, Jiří Pehe, analista político, diretor do centro académico da Universidade de Nova Iorque em Praga.

A presidência checa também quer fortalecer a resiliência das economias europeias e apoiar indústrias-chave, bem como fortalecer a democracia, sob ataque constante.