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Espanha possui 30% da capacidade de regaseificação da Europa

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De  Aida Sanchez Alonso  & Isabel Marques da Silva
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A presidente da Comissão Europeia vai anunciar a reforma energética dentro de meses
A presidente da Comissão Europeia vai anunciar a reforma energética dentro de meses   -   Direitos de autor  Darko Bandic/Copyright 2022 The Associated Press. All rights reserved

Está a preparar-se uma pequena revolução no mercado energético da UE. Após meses de preços em alta, a presidente da Comissão Europeia anunciou uma "intervenção de emergência", nas próximas semanas, seguida de uma reforma profunda do mercado, nos meses seguintes.

Há largos meses que Espanha fala do tema é um dos Estados-membros que quer estar na pole position, depois de ter vencido a resistência que antes se fazia sentir.

O governo da Alemanha era dos mais céticos, mas a dependência do gás russo mudou as cartas do jogo e o governo de Madrid usa o seu trunfo.

"A Espanha está disposta a utilizar toda a sua capacidade para ajudar os países que neste momento sofrem mais com a dependência da Rússia e a chantagem energética do presidente Putin. Recordo que a Espanha concentra 30% das capacidades de regaseificação de toda a Europa", disse Pedro Sánchez, presidente do governo de Espanha, numa conferência de imprensa ao lado do homólogo alemão, Olaf Scholz.

Depois de ter assegurado, em conjunto com Portugal, um limite excepcional para os preços na Península Ibérica, o governo de Sanchez tem planos para mais interligações com o resto da Europa.

Cartel de preços na UE?

Estas e outras ideias estão na agenda da reunião extraordinária dos ministros da Energia, a 9 de setembro. Vozes do Parlamento Europeu também têm enviado propostas.

"O que precisamos é de estudar uma espécie de cartel dos preços. Ou seja, todos os países da UE comprariam gás no mercado mundial, num bloco conjunto. Dessa forma, os preços baixariam, porque, atualmente, cada país compra individualmente e os preços aumentam devido a essa competição entre eles", surgiu o eurodeputado Michael Bloss, dos verdes da Alemanha.

Com o objetivo de ter pelo menos 80% das reservas de gás garantidas para o inverno, a UE está agora a trabalhar em contra-relógio, neste final de verão.