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Eurodeputados sugerem reformas para o mercado energético

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De  Aida Sanchez Alonso  & Isabel Marques da Silva
A dissociação entre o preço do gás e o preço do MWh de eletricidade vai ser estudada
A dissociação entre o preço do gás e o preço do MWh de eletricidade vai ser estudada   -   Direitos de autor  Dmitri Lovetsky/Copyright 2018 The Associated Press. All rights reserved

A União Europeia (UE) atingiu o objetivo de armazenar 80% do gás necessário para o que deverá ser um inverno difícil. Em paralelo, decorre trabalho na Comissão Europeia para levar a cabo, dentro de semanas, um intervenção de emergência e, dentro de meses, uma reforma estrutural do mercado da energia.

O anúncio feito no início da semana poderá ter tido já impacto, segundo Nicolás González Casares, eurodeputado socialista espanhol. "Vimos os preços do gás baixarem entre 30% a 40%. Não sabemos se é uma coincidência, mas não parece  ser. Há especulações no mercado do gás que teremos de analisar e a Comissão Europeia tem os instrumentos para o fazer", disse á euronews.

Entre as ideias em estudo estão mais impostos sobre os lucros avultados das empresas de energia e estabelecer tetos máximos para os preços.

Outra das reformas de peso poderia ser a dissociação entre o preço do gás e o preço do MWh de eletricidade, porque, agora, o primeiro dita os ajustes no segundo.

Com os preços do gás a dispararem, devido a guerra na Ucrânia, todo o sistema é afetado, mesmo recorrendo a energias mais baratas, tais como as renováveis.

Para a esquerda radical no Parlamento Europeu, é necessário rever toda a política de preços. "Precisamos de avançar para um sistema de preços mais justo e transparente, com maior controlo público e que, sobretudo, permita que se pague pela energia que realmente consumimos", disse Sira Rego, eurodeputada espanhola daquele grupo politíco.

"Os custos de fornecimento não devem inflacionar artificialmente o preço da energia consumida", acrescentou.

Já para o centro-direita, a solução mais eficaz e uma maior interconexão no interior da UE. Segundo o eurodeputado alemão Christian Ehler "temos de remodelar as prioridades do programa de investimento da UE. Não podemos ter gasto 500 milhões de euros e ainda nos faltarem projetos transnacionais de infra-estruturas energéticas". 

"Essa deveria ser a primeira prioridade, porque a amplificação do mercado daria pistas para a formação de preços no médio prazo", explicou.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática português, Duarte Cordeiro, tentará chegar a um consenso com os seus 26 homólogos, na reunião de 9 de setembro, em Bruxelas.