Rastreio do cancro na UE financiado com 100 milhões de euros

Comissária Europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, considera esta iniciativa urgente
Comissária Europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, considera esta iniciativa urgente Direitos de autor Kenzo Tribouillard, Pool via AP
De  Stefan GrobeIsabel Marques da Silva
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Associações representantes de doentes esperavam, há muito, por planos inovadores de rastreio, uma vez que existem lacunas importantes por toda a UE.

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A pandemia de Covid-19 teve um impacto negativo na luta contra o cancro, desde 2020. A Comissão Europeia lançou uma iniciativa, esta terça-feira, para reforçar a prevenção, deteção e diagnóstico do cancro.

A recomendação aos Estados-membros é para que aumentem, com urgência, o número de rastreios, abrangendo mais grupos-alvo e tipos de cancro.

Em 2020, mais de metade das mortes na União Europeia (UE) foram causadas por cancro. Idealmente 90% da população da UE será rastreada, até 2025, em áreas prioritárias como são os cancros da mama, cervical e colorrectal.

A Comissária Europeia para a Saúde, Stella Kyriakides, diz que serão disponibilizados 100 milhões de euros para financiar esta iniciativa de rastreio: "Em última análise, o que todos tentamos alcançar é uma mudança no diagnóstico do cancro na UE". 

"Os programas de rastreio são fundamentais para isso, porque o diagnóstico precoce salva, de facto, vidas. Estamos todos a trabalhar em conjunto nesse sentido. Estas são recomendações elaboradas com base nos mais recentes dados científicos", acrescentou.

Associações representantes de doentes esperavam, há muito, por planos inovadores de rastreio, uma vez que existem lacunas importantes por toda a UE.

"Esta decisão é muito importante, porque, apenas para dar um exemplo, no cancro do pulmão, há muito tempo que se enfrantam grandes barreiras. Todos os países têm um enorme atraso no rastreio", explicou Francesco de Lorenzo, presidente da Coligação Europeia dos Doentes de Cancro.

Os cancros da próstata, pulmão e gástrico são, também, prioritários na iniciativa. É recomendado que se aposte, sobretudo, nos grupos socioeconómicos mais desfavorecidos e nas pessoas que vivem em zonas rurais ou remotas.

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