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Greve nacional na Bélgica para exigir medidas contra a crise inflacionista

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De  Isabel Marques da Silva  & Meabh Mc Mahon
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Dez mil pessoas participaram nos protestos e comícios
Dez mil pessoas participaram nos protestos e comícios   -   Direitos de autor  Euronews

O aumento dos preços dos alimentos, as contas de energia assustadoras e a frustração com políticos e empregadores levaram dez mil pessoas para protestos nas ruas da Bélgica, na quarta-feira. Vestidas de verde, azul e vermelho - as cores dos três principais sindicatos -, pediram aos políticos locais, nacionais e europeus que tomem medidas imediatas.

"Trabalho há 23 anos e esta é a primeira vez que tenho dificuldades como estas", disse um dos manifestantes à euronews.

"Precisamos de lutar contra o aumento dos preços da energia e do custo de vida em geral, porque está a ficar muito mau", disse outra.

"Estou a contar com o meu governo para resolver os problemas. Mesmo que seja um conflito entre a Ucrânia e a Rússia, um problema geo-político ou seja o que for. Não me cabe a mim resolver", disse um terceiro entrevistado.

Os sindicatos querem que uma lei de 1996 sobre o bem-estar dos trabalhadores seja modificada para que possam negociar aumentos salariais. Mas o panorama político belga é complexo devido à tensão entre as várias comunidades linguísticas.

"Temos diferentes níveis de governo e na região flamenga, por exemplo, não estão a fazer nada. E têm dinheiro, mas dizem "queremos manter o equilíbrio das finanças públicas. Por isso não estamos a dar nada". Mas agora precisam de ajudar o povo. Portanto, há diferentes níveis de governo que não estão a fazer nada. Não é normal. Não é aceitável", disse, à euronews, Miranda Ulens, secretária-geral do sindicato FGTB.

Protestos semelhantes têm tido lugar por toda a Europa, da Grécia à Áustria passando pela Chéquia, com famílias e trabalhadores preocupados com o que o futuro imediato poderá reservar. A Bélgica já tem nova greve geral planeada para novembro.