Corrupção: Eurodeputada Eva Kaili não foi à sessão de tribunal

Eva Kaili, em prisão preventiva, é suspeita de aceitar grandes somas de dinheiro para fazer lóbi a favor de um Estado do Golfo Pérsico
Eva Kaili, em prisão preventiva, é suspeita de aceitar grandes somas de dinheiro para fazer lóbi a favor de um Estado do Golfo Pérsico Direitos de autor European Union, 2022.
De  Aida Sanchez AlonsoIsabel Marques da Silva
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A eurodeputada grega, em prisão preventiva, pediu adiamento e deverá ir a tribunal a 22 de dezembro. Outros dois detidos estiveram presentes e foi decidido que vão permanecer sob custódia policial. O quarto indivíduo passará para prisão domiciliária.

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O Palácio da Justiça, em Bruxelas, foi palco, quarta-feira, de um dos mais mediáticos casos de corrupção envolvendo políticos das instituições europeias, nos últimos anos. Mas a eurodeputada grega Eva Kaili, destituída do cargo de vice-presidente do Parlamento Europeu, na terça-feira, esteve ausente da sessão com o juiz. 

Kaili, em prisão preventiva, pediu um adiamento, que foi concedido, e deverá apresentar-se em tribunal, a 22 de dezembro. A eurodeputada é suspeita de aceitar grandes somas de dinheiro para fazer lóbi a favor de um Estado do Golfo Pérsico, alegadamente o Qatar. 

Os outros três suspeitos que estão em prisão preventiva foram ao tribunal. Trata-se do companheiro de Kaili, o italiano Francesco Giorgi, que é assistente parlamentar, e o ex-eurodeputado italiano Antonio Panzeri, tendo ambos permanecido em prisão preventiva sob custódia policial.

O italiano Niccolò Figà-Talamanca, secretário-geral de uma organização não-governamental, ficará em prisão domiciliária com pulseira eletrónica.

As polícias belga e italiana apreenderam 1,5 milhões de euros nas 20 buscas efetuadas, desde sexta-feira passada. As operações foram realizadas em várias residências e nas instalações do Parlamento Europeu, tanto no edifício de Bruxelas como no de Estrasburgo.

A polícia belga deteve seis pessoas, mas duas foram, entretanto, libertadas, incluindo o pai de Eva Kaili. A investigação policial começou em julho.

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