Táxi-drone deverá ser testado nos Jogos Olímpicos de Paris

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De  Christopher Pitchers  & Isabel Marques da Silva
A ambição para o futuro é desenvolver o mercado europeu com operações comerciais de grande escala
A ambição para o futuro é desenvolver o mercado europeu com operações comerciais de grande escala   -   Direitos de autor  Peter Kneffel/AP

Um drone-táxi é uma ideia futurista que poderá ganhar asas já em 2024, uma vez que os fabricantes de drones para servirem de táxis aéreos pensam lançar, em breve, aparelhos para o usi do público em geral.

Estes sistemas inovadores de mobilidade, sobretudo em áreas urbanas, exigem acesso a informações atualizadas sobre o trafego aéreo, para serem seguros e eficientes.

"O meu trabalho é assegurar que os únicos veículos que podem voar são seguros. Portanto, se vir algo a voar, é seguro porque o certificamos. Isso significa que verificamos se tem o mesmo nível de segurança que uma aeronave comercial. Portanto, se houver um aparelho novo a voar em 2024, é porque é seguro. Caso contrário, não vai poder voar", explicou, à euronews, Patrick Ky, diretor-executivo da Agência Europeia para a Segurança da Aviação.

Um modelo de táxi aéreo não tripulado está em exposição em Bruxelas e existe a intenção de o utilizar nos Jogos Olímpicos de Paris, no próximo ano. O objetivo é transportar habitantes e turistas por toda a capital francesa, com autonomia de 20 quilómetros.

O desafio da utilização em grande escala

De motorização totalmente elétrica, estes táxias aéreos não produzem emissões poluentes e são quatro vezes menos ruidosos do que um helicóptero convencional.

Este tipo de tecnologia insere-se na política "Cidades inteligentes, verdes e digitais" da Comissão Europeia. A ambição para o futuro é desenvolver o mercado europeu com operações comerciais de grande escala para utilização de drones para muitos outros fins.

"Um dos nossos projectos, chamado SAFIR-Med, já nos mostra como pode ser importante na entrega de equipamento médico, amostras de sangue, órgãos, etc, entre hospitais ou laboratórios médicos. É mais seguro, mais rápido e mais sustentável", referiu Andreas Boschen, diretor-executivo da SESAR, em entrevista à euronews.

O uso dos drones para estes serviços médicos tem boa aceitação por parte do público e pode ajudar a criar interesse no uso para transporte de pessoas e produtos.

Uma questão ainda complexa é o preço para os utilizadores, que agora está bem acima das possibilidades da maioria dos consumidores. Mas, tal como em muita outra tecnologia que se tornou acessível, a indústria tem provado ser hábil em lidar com esse problema.