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Mairead McGuinness: UE deve "ficar alerta" após o colapso do banco SVB

Comissária europeia para os Serviços Financeiros, Mairead McGuinness, fez o alerta perante os eurodeputados reunidos em Estrasburgo
Comissária europeia para os Serviços Financeiros, Mairead McGuinness, fez o alerta perante os eurodeputados reunidos em Estrasburgo Direitos de autor European Union, 2023.
Direitos de autor European Union, 2023.
De  Jorge LiboreiroIsabel Marques da Silva
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Mairead McGuinness: UE deve "ficar alerta" após o colapso do banco SVB

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O colapso do banco Silicon Valley Bank (SBV), nos EUA, parece estar a ter um impacto "limitado" na União Europeia (UE), mas as autoridades devem "manter-se atentas" ao desenrolar da saga nos mercados internacionais, disse Mairead McGuinness, comissária europeia para os Serviços Financeiros, quarta-feira, no Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária, em Estrasburgo (França).

"Estamos a acompanhar atentamente a situação nos EUA. O impacto directo na UE parece ser limitado, mas devemos refletir sobre se há lições a tirar para o setor bancário da UE", disse McGuinness, alertando para os riscos da alta inflação, o que levou os bancos centrais em todo o mundo a aumentarem as taxas de juro.

"Temos de nos manter alerta sobre este novo ambiente. Uma inflação mais elevada e taxas de juro crescentes apresentam diferentes desafios à estabilidade financeira", disse McGuinness.

Efeito dominó chegou à Europa?

As ações dos bancos europeus foram abaladas, com perdas até 10%, em  bolsa, na quarta-feira, um reflexo da ansiedade crescente entre os investidores após o colapso de dois bancos norte-americanos de tamanho médio, o Silicon Valley Bank e o Signature Bank, no fim-de-semana.

O Société Générale e o BNP Paribas, bancos franceses, o Deutsche Bank, na Alemanha, e o Barclays, no Reino Unido, foram todos afetados, mas o Credit Suisse (Suíça) foi o mais atingido pela turbulência do mercado, com as suas ações a caírem para níveis mínimos históricos durante a negociação em bolsa.

O PwC, auditor do banco Credit Suisse, disse, terça-feira que tinha identificado "fraquezas materiais" nos controlos internos. Essa avaliação levou o Saudi National Bank (da Arábia Saudita) a descartar ajuda financeira adicional ao banco suíço, do qual é o maior acionista.

"A resposta é absolutamente negativa", disse Ammar Abdul Wahed Al Khudairy, presidente do Saudi National Bank, ao canal de TV Bloomberg. "Somos agora donos de 9,8% do banco. Se tivessemos acima dos 10%, haveria novas regras a entrar em vigor, seja pelo nosso regulador, seja pelo regulador europeu ou pelo regulador suíço, e não estamos inclinados a entrar num novo regime regulador", acrescentou.

As palavras tiveram um efeito imediato sobre as ações do Credit Suisse, que é o segundo maior banco suíço, e desencadearam um efeito de contágio sobre outros bancos europeus.

Legislação europeia para bancos é mais robusta

A comissária europeia para os Serviços Financeiros procurou tranquilizar os cidadãos na sua intervenção em Estrasburgo, declarando que o sistema bancário da UE estava "globalmente em boa forma", depois de ter aumentado a resiliência desde o colapso financeiro de 2008.

Ao mesmo tempo que elogiava as autoridades norte-americanas por terem tomado medidas "rápidas e decisivas" para gerir o colapso do SVB, McGuinness fez questão de dizer que os bancos norte-americanos estão sujeitos a regras de liquidez "mais suaves", em comparação com os seus homólogos europeus.

Referiu, também, que uma entidade como o Silicon Valley Bank, que no final de 2022 tinha mais de 200 mil milhões de dólares em ativos, teria sido considerada um "grande banco" segundo as normas da UE.

Tudo isto confirma que precisamos de ferramentas eficazes de gestão de crises para o setor bancário, a fim de proteger a confiança dos depositantes, a estabilidade financeira e os contribuintes.
Mairead McGuinness
Comissária europeia para os Serviços Financeiros

"O Silicon Valley Bank tem uma presença muito limitada na União Europeia e estamos em contacto com as autoridades de supervisão relevantes", disse McGuinness, referindo-se à Alemanha, Dinamarca e Suécia.

"A situação ainda está a desenrolar-se e há muitas peculiaridades. Não existem paralelos imediatos com os bancos da UE", acrescentou a comissária.

McGuinness instou os eurodeputados a retirarem lições dos acontecimentos desta semana e a colocá-las no contexto de mudanças mais amplas no setor financeiro, em consequência da invasão russa da Ucrânia, da crise energética, do aumento da inflação e das taxas de juro mais elevadas.

"Tudo isto confirma que precisamos de ferramentas eficazes de gestão de crises para o setor bancário, a fim de proteger a confiança dos depositantes, a estabilidade financeira e os contribuintes", afirmou, ainda.

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