"Estado da União": Rússia procura aliados contra "Ocidente coletivo"

Soldados ucranianos preparam um howitzer M777 fornecido pelos EUA para disparar contra posições russas na região de Kherson
Soldados ucranianos preparam um howitzer M777 fornecido pelos EUA para disparar contra posições russas na região de Kherson Direitos de autor LIBKOS/Copyright 2023 The AP. All rights reserved.
De  Stefan GrobeIsabel Marques da Silva
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"Estado da União": Rússia procura aliados contra "Ocidente coletivo"

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A guerra na Ucrânia é um assunto cruel e desumano que não pode cair no esquecimento. Uma das notícias da semana foi que dois mercenários do grupo paramilitar russo Wagner afirmaram ter matado dezenas de crianças e adolescentes ucranianos, em Bakhmut e na região de Donetsk.

Um facto que foi condenado pelo Parlamento Europeu e que  levou o Tribunal Penal Internacional a emitir um mandado de captura contra o presidenet russo, Vladimir Putin.

"A prática de deportar ou transferir ilegalmente e à força crianças ucranianas para território russo é uma violação do direito internacional e tem afetado dezenas de milhares de crianças ucranianas. (...) Este é um crime terrível que inflige um sofrimento inimaginável e faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para garantir a responsabilização e o regresso destas crianças ao lugar a que pertencem", disse Vera Jurova, vice-presidente da Comissão Europeia, esta semana, no Parlamento Europeu, reunido em sessão plenária, em Estrasburgo (França).

Por seu lado, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, fez uma viagem à América Latina, tentando obter aliados contra o que apelida de "Ocidente coletivo".

Na Venezuela, reuniu-se com o presidente Nicolas Maduro e louvando o compromisso  dos dois países para com os princípios da Carta das Nações Unidas, Lavrov, disse: "Falamos a partir de uma posição unificada em defesa do direito dos povos a determinarem o seu próprio futuro e o seu destino sem interferência externa, sem chantagens. E, evidentemente, sem tentativas de os influenciar através de medidas unilaterais e restritivas ilegais".

Entretanto, a União Europeia e os Estados Unidos reafirmaram o seu apoio à Ucrânia, especialmente no campo militar. Mas os especialistas começam a interrogar-se se será suficiente para alterar o curso da guerra. A situação no terreno está num impasse há meses e a contra-ofensiva ucraniana prevista para a primavera parece continuar congelada.

A euronews falou com Rafael Loss, especialista em política externa e de segurança no Conselho Europeu das Relações Externas, que não considera haver atrasos.

"A primavera ainda está a começar e estamos, certamente, a assistir aos preparativos. Devemos perceber que o início da ofensiva vai parecer bastante confuso. Os ucranianos vão tentar confundir a liderança russa. Tentarão sondar as linhas e áreas ocupadas pela Rússia para identificar fraquezas onde possam atuar com a ajuda de tanques modernos fornecidos pelo Ocidente, veículos de combate para infantaria, artérias de longo alcance, etc", explicou.

(Veja a entrevista na íntegra em vídeo)

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