Cimeira do Mar do Norte quer criar grande parque eólico offshore

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acompanhou os líderes da Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Luxemburgo, França, Irlanda, Noruega e Reino Unido
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acompanhou os líderes da Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Luxemburgo, França, Irlanda, Noruega e Reino Unido Direitos de autor AP Photo/Geert Vanden Wijngaert
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De  Efi KoutsokostaIsabel Marques da Silva
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Tendo en conta que o Mar do Norte é relativamente pouco profundo, há grandes vantagens do ponto de vista tecnológico, porque as turbinas eólicas podem ser instaladas com bastante facilidade.

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Aumentar a produção de energia eólica offshore no Mar do Norte, transformando essa zona marítima na maior central elétrica do mundo,  é a ambição dos oito governos europeus que se reuniram, segunda-feira, na localidade costeira belga de Ostende. A meta é passar dos atuais 30GW para 300 GW até 2050.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acompanhou os líderes da Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Luxemburgo, França, Irlanda, Noruega e Reino Unido.

"O principal tema aqui debatido não é tanto obter novos compromissos, mas como passar à ação? E isso significa que temos de criar padrões harmonizados, temos de trabalhar melhor em conjunto, temos de sincronizar muito melhor as cadeias de abastecimento", explicou Alexander De Croo, primeiro-ministro da Bélgica.

O financiamento e a obtenção de matérias-primas são os principais desafios, num setor altamente competitivo a nível mundial.

A autonomia energética face a países não fiáveis como a Rússia e o combate às alterações climáticas provocadas pelos combustíveis fósseis são fortes motivações.

"O potencial que temos no Mar do Norte em termos de energia eólica offshore é enorme. É o vento offshore de melhor qualidade do mundo. A amplitude desse potencial é suficiente para aumentar em seis vezes a atual procura de eletricidade na Europa", explicou Fatih Birol, diretor-executivo da Agência Internacional da Energia, em entrevista à euronews.

Europa enfrenta grande competição

Em primeiro lugar, trata-se de ter maior capacidade de produzir energia descarbonizada, em conjunto, através deste grande plano de parques eólicos offshore que estamos a anunciar e para o qual todos contribuiremos.
Emmanuel Macron
Presidente da França

Os investidores privados europeus pedem menos burocracia nas licenças e a Comissão Europeia já criou regras nesse sentido.

Os europeus não querem peder tempo, sabendo que a China domina a cadeia de fornecimento de componentes críticos, tais como baterias, e os EUA estão a subsidiar massivamente os seus industriais do ramo.

"Em primeiro lugar, trata-se de ter maior capacidade de produzir energia descarbonizada, em conjunto, através deste grande plano de parques eólicos offshore que estamos a anunciar e para o qual todos contribuiremos", referiu Emmanuel Macron, presidente da França.

"Em segundo lugar, significa, também, o nosso desejo de construir um setor que produza estes parques eólicos offshore na Europa. A França está muito empenhada nisso", conclui.

Tendo en conta que o Mar do Norte é relativamente pouco profundo, há grandes vantagens do ponto de vista tecnológico, porque as turbinas eólicas podem ser instaladas com bastante facilidade e em grande número.

Esta foi a segunda edição da Cimeira do Mar do Norte, num formato que duplicou o número de países participantes face aos que iniciaram o evento em 2022, nomeademente Bélgica, Dinamarca, Alemanha e Países Baixos.

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