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Borrell: "Se não a apoiarmos, a Ucrânia cairá numa questão de dias"

Josep Borrell em entrevista à Euronews
Josep Borrell em entrevista à Euronews Direitos de autor  Carlo Bressan/ EC - Audiovisual Service
Direitos de autor Carlo Bressan/ EC - Audiovisual Service
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Em entrevista à Euronews, o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell diz que é a o momento de apoiar militarmente a Ucrânia.

A guerra da Rússia contra a Ucrânia uniu o Ocidente e a UE não tem escolha senão continuar a apoiar a Ucrânia, de acordo com o alto representante da UE, Josep Borrell.

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O chefe da diplomacia europeia falou com a Euronews, no evento do Estado da União, em Florença.

Borrell diz que a sua maior tarefa será alcançar uma paz justa na Ucrânia no próximo ano, mas que ainda não chegou a hora de conversar.

"Este não é o momento para conversas diplomáticas sobre a paz. É o momento de apoiar militarmente a guerra. Portanto, sinto-se como um diplomata, mas sinto-me também como um ministro da Defesa da União Europeia, porque passo uma parte importante do meu tempo a falar de armas", afirmou.

Esta semana, a UE anunciou um plano para gastar 500 milhões de euros para enviar munições para a Ucrânia. Josep Borrell justifica: "Se não apoiarmos a Ucrânia, a Ucrânia cairá numa questão de dias. Claro que eu preferia gastar este dinheiro a aumentar o bem-estar das pessoas, em hospitais, escolas, cidades, como o presidente da Câmara está a pedir, mas não temos escolha". 

Josep Borrell congratulou-se com o fato de até agora a China não ter enviado armas para a Rússia, mas entende que o plano de paz de Pequim não é sério. "A única coisa que poderia ser chamada de plano de paz é a proposta de Zelenskyy. Porque o plano de paz chinês não é um plano de paz, é um conjunto de considerações e pensamentos esperançosos. Mas não é um plano de paz. O único que existe é o que foi proposto pelos ucranianos, mas que certamente não será aceite pelos russos."

Borrell diz que a Europa tem de estar unida para poder sobreviver numa arena internacional em mudança. Para isso, é crucial abandonar o sistema de votação por unanimidade ao nível da política externa, que permite que os estados membros individuais vetem decisões.

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