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Grécia tem eleições em ambiente de suspeita sob Estado de direito

A Grécia recuperou a reputação a nível económico na UE, mas está a perdê-la ao nível do respeito pele do Estado de direito
A Grécia recuperou a reputação a nível económico na UE, mas está a perdê-la ao nível do respeito pele do Estado de direito Direitos de autor Petr David Josek/The AP
Direitos de autor Petr David Josek/The AP
De  Efi KoutsokostaIsabel Marques da Silva
Publicado a Últimas notícias
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Escândalo sobre espionagem de cidadãos gregos na política, negócios e imprensa manchou a imagem e foi analisado pelo Parlamento Europeu.

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As eleições na Grécia decorrem a 21 de maio, com o governo de centro-direita liderado por Kyriakos Mitsotakis a lutar pela reeleição e o líder da oposição de esquerda, Alexis Tsipras, a tentar recuperar o poder perdido em 2019.

Os gregos estão preocupados com a alta inflação, com muitos outros cidadãos europeus, mas depois das duras medidas de austeridade, entre 2009 e 2017, a situação económica tem vindo a melhorar.

O país ainda tem a mais alta dívida pública entre os membros da União Europeia (UE), mas prevê-se um crescimento de 2.4% do PIB este ano.

"Essencialmente, a Grécia resistiu muito bem a estas duas últimas crises - a da Covid-19 e da energia -, talvez melhor do que a média europeia. O governo conseguiu manter a política orçamental sob controlo e está agora a colher os benefícios dessa disciplina", explicou 00.33- sot Daniel Gros, analista na Universidade de Bocconi, em declarações à euronews.

Escândalo "Watergate grego"

A Grécia recuperou a reputação a nível económico, mas está a perdê-la ao nível do respeito pele do Estado de direito.

As autoridades políticas têm, essencialmente, obstruído a atividade da agência independente que é suposto fazer os controlos sobre quem está na lista de vigilância.
Nino Tsereteli
Analista, Democracy Reporting International

A imagem do governo ficou manchada pelo chamado "Watergate grego", um escândalo de espionagem de políticos, jornalistas e homens de negócios pelos serviços secretos do país.

O executivo continua a negar ter ordeando o uso de programa s informáticos de espionagem contra estas pessoas .

"As autoridades políticas têm, essencialmente, obstruído a atividade da agência independente que é suposto fazer os controlos sobre quem está na lista de vigilância, por exemplo. E são precisos vários anos até que as pessoas sejam informadas após a realização do controlo", referiu, à euronews, a analista Nino Tsereteli, do Democracy Reporting International.

"Isto cria uma situação verdadeiramente alarmante, porque a oposição e os jornalistas são os visados. Essencialmente, afeta muito a qualidade da democracia no país, bem como a qualidade do Estado de direito", acrescentou.

Apesar de, recentemente, o Parlamento Europeu ter exigido ao governo grego que dê mais explicações, o escândalo poderá não ter grande impacto nas eleições parlamentares, de acordo com as sondagens.

Nino Tsereteli considera que é um sinal preocupante e que evidencia a repressão do debate púbico, incluindo na comunicação social, sobre este tipo de problemas.

Há dois anos que, no conjunto da UE, a Grécia fica em último lugar em termos de liberdade de imprensa, de acordo com o Índice da organização Repórteres sem Fronteiras.

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