Conselho Europeu decide abrir negociações de adesão com Ucrânia e Moldávia

Os líderes europeus estão reunidos em Bruxelas para o último Conselho Europeu deste ano
Os líderes europeus estão reunidos em Bruxelas para o último Conselho Europeu deste ano Direitos de autor Omar Havana/Copyright 2023 The AP. All rights reserved
De  Joana Mourão Carvalho com Lusa
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O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, deixou a sala quando a decisão sobre o alargamento foi tomada, permitindo assim uma decisão unânime do Conselho Europeu.

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Os Estados-membros do Conselho Europeu chegaram a acordo sobre a abertura das negociações de adesão da Ucrânia e da Moldávia à União Europeia. 

"O Conselho Europeu decidiu abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia", anunciou Charles Michel, numa publicação na rede social X (antigo Twitter), após horas de discussões entre os chefes de Governo e de Estado da UE, reunidos esta quinta-feira, em Bruxelas, num encontro marcado pelas ameaças húngaras de veto.

Publicação de Charles Michel

Para o presidente do Conselho Europeu, este é "um sinal claro de esperança para os cidadãos destes países e para o continente" europeu.

A porta-voz de Charles Michel precisou depois aos jornalistas em Bruxelas que "o Conselho Europeu tomou uma decisão e ninguém a contestou", isto depois de a Hungria ter ameaçado vetar a decisão de abertura de negociações formais com a Ucrânia por preocupações relacionadas com a corrupção no país.

Contudo, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, deixou a sala quando a decisão sobre o alargamento foi tomada, permitindo assim uma decisão unânime do Conselho Europeu. 

Depois da decisão, Orbán deixou uma mensagem vídeo na rede social X (antigo Twitter), na qual explicou as razões para não ter participado na votação.

"Estamos à mesa das negociações há quase oito horas, aqui em Bruxelas, no Conselho Europeu. Estamos a realizar um grande debate sobre a adesão da Ucrânia à União Europeia. A posição da Hungria é clara: a Ucrânia não está preparada para iniciar negociações sobre a adesão à UE", declarou.

Para o primeiro-ministro húngaro, iniciar negociações com a Ucrânia nestas circunstâncias "é uma decisão completamente insensata, irracional e incorrecta".

"Por outro lado, 26 outros países insistiram que essa decisão fosse tomada. Por essa razão, a Hungria decidiu que, se os 26 decidirem fazê-lo, devem seguir o seu próprio caminho. A Hungria não quer partilhar esta má decisão e, por esta razão, a Hungria não participou hoje [esta quinta-feira] na decisão", sublinhou.

Publicação de Viktor Orbán

Conselho concede estatuto de candidato à Geórgia

Na publicação na rede social X, o presidente do Conselho Europeu indicou que os chefes de Governo e de Estado da UE decidiram também "conceder o estatuto de candidato à Geórgia".

"A UE abrirá negociações com a Bósnia-Herzegovina assim que for atingido o grau necessário de cumprimento dos critérios de adesão e convidou a Comissão [Europeia] a apresentar um relatório até março com vista à tomada dessa decisão", adiantou Charles Michel.

Entretanto, o presidente da Ucrânia já reagiu à decisão do Conselho Europeu, deixando uma palavra de agradecimento aos líderes dos Estados-membros.

"A decisão do Conselho Europeu de abrir as negociações de adesão da UE com a Ucrânia e a Moldávia foi adotada. Agradeço a todos que trabalharam para que isso acontecesse e a todos que ajudaram. Parabenizo todos os ucranianos neste dia", escreveu Volodymyr Zelenskyy na rede social X.

O chefe de Estado ucraniano parabenizou ainda a Moldávia e a sua homóloga moldava Maia Sandu.

Publicação de Volodymyr Zelenskyy

A Presidente da Moldávia considerou que a aprovação da UE para as negociações de adesão é uma "nova página" para o país. 

"Sentimos o abraço caloroso da Europa hoje. Obrigado pelo apoio e fé na nossa jornada. Estamos empenhados no trabalho árduo necessário para nos tornarmos membros da UE. A Moldávia está pronta para enfrentar o desafio", reagiu Maia Sandu na rede social X.

Publicação de Maia Sandu
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