Sanções dos aliados contra Rússia funcionam, diz Wally Adeyemo

Vice-secretário do Tesouro dos EUA, Wally Adeyemo
Vice-secretário do Tesouro dos EUA, Wally Adeyemo Direitos de autor Lukasz Kobus/ EU
De  Méabh Mc MahonIsabel Marques da Silva (Trad.)
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O governo dos EUA considera que as sanções contra a Rússia estão a funcionar, segundo disse o vice-secretário do Tesouro, Wally Adeyemo, em entrevista à euronews. Há indicadores de que a moeda nacional está a enfraquecer e que a população se ressente do impacto económico interno da guerra.

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"A economia da Rússia é agora menor. A Rússia tem, atualmente, menos pessoas e a sua economia é menos flexível. A Rússia é uma economia de guerra. Estão a tentar produzir o máximo de armas possível e  já não produzem coisas que irão fortalecer a sua economia ao longo do tempo. Também estão a gastar as reservas que construíram ao longo dos anos para comprar coisas como tanques e petroleiros", disse Wally Adeyemo, vice-secretário do Tesouro dos EUA.

"Embora as nossas economias tenham sofrido, temos de admitir, por causa da guerra da Rússia contra a Ucrânia, têm sido muito mais fortes do que a da Rússia e, devido à nossa aliança, temos a capacidade de investir no futuro para garantir que as nossas populações tenham oportunidades que, francamente, a maioria dos russos nunca terá devido às ações de Vladimir Putin", acrescentou o governante.

Contudo, a Rússia continua a obter muitas receitas através da venda de petróleo e tem países aliados que ajudam a fazer a circunvenção às sanções. O governo norte-americano admite que é preciso ser muito proativo para travar esse fenómeno.

"A circunvenção é um desafio. Uma das formas que saber que as nossas sanções estão a funcionar é que o Kremlin ordenou aos seus serviços secretos que concebessem formas de tentar contorná-las. Mas o que fizemos, trabalhando em estreita colaboração com a União Europeia, foi conceber uma via para conseguir essa circunvenção, utilizando as nossas sanções e controlos de exportação", explicou Wally Adeyemo.

"Também realizamos missões conjuntas entre os Estados Unidos, a UE e o Reino Unido, e fomos a países onde vemos que há circunvenção. Deixamos muito claro que têm uma escolha: Podem continuar a fazer negócios com a Rússia, uma economia pequena e cada vez menor no sentido global, ou podem fazer negócios connosco", acrescentou.

Mais verbas para a Ucrânia em debate

Outro grande desafio para os dois lados do Atlântico é obter consenso político para mais financiamento para a Ucrânia. Numa cimeira da UE realizada, na semana passada em Bruxelas, o primeiro-ministro húngaro recusou-se a assinar um pacote de 50 mil milhões. O congresso dos EUA também permanece quando se aproxima a pausa de Natal.

"Assim como no nosso país, é preciso tempo para trabalhar nesses pacotes, e a Europa tem de fazer esses debates. Mas, em última análise, estamos alinhados com uma perspectiva de valores e estamos empenhados em continuar a apoiar o povo europeu, à medida que nos ajuda a defender a Ucrânia e a fornecer à Ucrânia os recursos de que necessita. E é isso que espero que aconteça", rematou o vice-secretário do Tesouro dos EUA.

Além de verbas para manter o funcionamento da economia, o Banco Mundial estima que a Ucrânia necessitará de mais de 400 mil milhões de euros para a reconstrução.

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