Esquerda europeia apresenta-se dividida às eleições de junho

Walter Baier
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De  Aida Sanchez Alonso
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Artigo publicado originalmente em espanhol

O quase desconhecido Walter Baier é o candidato da Esquerda Europeia para a presidência da Comissão Europeia, nas eleições de junho. A chamada esquerda radical reuniu-se na Eslovénia, no fim-de-semana, para adotar o seu manifesto mas o grupo mostra-se dividido, com duas plataformas políticas.

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Uma luta contra as alterações climáticas favorável à classe trabalhadora e uma diretiva europeia para limitar o preço das rendas são algumas das propostas eleitorais que o partido europeu Esquerda Europeia adotou na sua assembleia, em Liubliana.

A reunião na capital eslovena serviu também para eleger o seu principal candidato, o quase desconhecido Walter Baier. O austríaco de 70 anos enfrenta o desafio de tentar travar a extrema-direita.

"Penso que a principal área de confronto com a extrema-direita é a política social. A extrema-direita está a capitalizar o medo. E as pessoas têm medo, muitas pessoas têm medo do futuro e a política estabelecida não lida com isso", disse à euronews.

As hipóteses de Baier de liderar a Comissão Europeia são baixas e ele não fará parte de nenhuma lista nacional, pelo que não será eurodeputado.

A reunião da esquerda em Liubliana foi, ao contrário dos outros partidos europeus, efetuada em grande parte à porta fechada e serviu, também, para confirmar a divisão entre as diferentes formações do seu espetro político.

Da Esquerda Europeia fazem parte os partidos portugueses PCP e Bloco de Esquerda.

A fragmentação e as cisões como marca da esquerda

O espaço da esquerda vai apresentar-se fragmentado, com duas plataformas diferentes, mas com muitas semelhanças. 

A Esquerda Europeia, que é a única constituída como partido, e o Agora o Povo, do qual fazem parte, por exemplo, o partido francês La France Insubmisse e o espanhol Podemos.

Além disso, nos últimos meses, registaram-se várias cisões que podem reduzir ainda mais o número de lugares no seu grupo parlamentar. É o caso da coligação espanhola Sumar, que poderá passar para a bancada dos Verdes.

Sira Rego, ministra da Juventude e da Infância de Espanha diz que é preciso ver os resultados antes de decidir: "Sem um resultado claro não podemos antecipar o debate. Logicamente, tem de haver vontade por parte dos grupos nas delegações, dos grupos políticos que concorrem às eleições, de se juntarem à esquerda europeia".

Na Alemanha, uma cisão do partido Die Linke criou a Aliança Sahra Wagenknecht, que as sondagens indicam poderá ter bons resultados. A nova formação une a política tradicional de esquerda com uma abordagem controlada da migração e uma vontade de retirar argumentos à extrema-direita.

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