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Eurodeputado alemão mantém candidatura às europeias depois de o assessor ser detido por espionagem

Maximilian Krah
Maximilian Krah Direitos de autor Jean-Francois Badias/Copyright 2024 The AP. All rights reserved.
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De  Euronews
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"Se pensam que este é o meu fim como candidato, lamento desapontar-vos", disse Maximilian Krah aos jornalistas. Eurodeputado da extrema-direta garantiu ainda que não tem qualquer responsabilidade, após o assessor ter sido detido por suspeitas de espiar para a China.

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O eurodeputado alemão Maximilian Krah anunciou esta quarta-feira que vai demitir o assessor que foi detido por suspeitas de espionagem para a China e que vai continuar como cabeça de lista nas eleições europeias do partido de extrema-direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão).

Jian Guo, de nacionalidade alemã, fazia parte da equipa de Krah desde que este foi eleito para o Parlamento Europeu, em 2019, e foi detido na segunda-feira. Os procuradores acusam-no de trabalhar para os serviços de informação de Pequim e de passar à China informações sobre negociações e decisões do Parlamento Europeu em janeiro.

As autoridades acreditam que Guo também recolheu informação sobre dissidentes chineses na Alemanha. Na noite de terça-feira, segundo a AP, um juiz decidiu que o assessor de Krah deverá permanecer detido até ser indiciado.

Já esta quarta-feira, Maximilian Krah revelou que teve uma reunião "amigável e construtiva" com os líderes da AfD e decidiu dispensar o colaborador com efeitos imediatos, depois de ter dito, na terça-feira, que iria demiti-lo se as acusações fossem verdadeiras.

"Tenho muito interesse em que isto se esclareça e vou esforçar-me no sentido de perceber exatamente do que é que ele é acusado", acrescentou, admitindo que o seu gabinete vai "reconstruir tudo" em que Guo trabalhou.

Afirmando que a campanha para as europeias ficou "terrivelmente ensombrada" pelo acontecido, Krah disse ainda que não vai marcar presença no evento de abertura oficial da campanha eleitoral no próximo sábado, na cidade alemã de Donaueschingen.

"Mas se pensam que este é o meu fim como candidato, lamento desapontar-vos", disse aos jornalistas, citado pela AP. "Eu sou e continuo a ser o cabeça de lista; neste momento é preciso voltar a focar a campanha para as eleições nas matérias europeias e afastar-nos deste assunto desagradável", disse ainda, garantindo que não houve qualquer má conduta ou responsabilidade da parte dele.

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