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"O fim da guerra na Ucrânia é uma possibilidade para este ano", ex-secretário-geral da NATO

"O fim da guerra na Ucrânia é uma possibilidade para este ano", ex-secretário-geral da NATO
Direitos de autor  Euronews
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De Sasha Vakulina
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O antigo secretário-geral da NATO e o chefe de gabinete do Presidente da Ucrânia debateram formas de alcançar uma paz justa e duradoura na Ucrânia.

Segundo o antigo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, pôr um fim à guerra na Ucrânia é uma possibilidade ainda para este ano, mas Andriy Yermak, chefe de gabinete do Presidente da Ucrânia, advertiu que isso só acontecerá sob termos com os quais o povo ucraniano concorde. 

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Os dois falaram com a Euronews durante o Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, numa edição especial do programa Europe Conversation. 

Com a Ucrânia a entrar no quarto ano de invasão total pela Rússia, as atenções estão a virar-se para um possível fim da guerra em 2025. 

O plano para a vitória da Ucrânia foi apresentado por Volodymyr Zelensky em 2024 como a chave para alcançar uma paz justa e duradoura. 

Os parceiros e aliados têm de "ajudar a fortalecer a posição da Ucrânia para quaisquer potenciais negociações futuras", disse Andriy Yermak, chefe de gabinete do Presidente da Ucrânia, à Euronews, no Fórum Económico Mundial em Davos. 

"A Rússia está a pagar um preço muito elevado"

 "As guerras são, por essência, imprevisíveis. Por isso, é necessária cautela ao fazer previsões daquilo que irá acontecer em 2025. Dito isto, está absolutamente ao nosso alcance pôr fim a esta guerra em 2025, até porque a Rússia está a pagar um preço muito elevado", disse o antigo secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, à Euronews. 

Embora Putin tenha achado que iria conseguir conquistar Kyiv em poucos dias, a Ucrânia resistiu. Para além disso, o número de baixas é impressionante, a inflação ronda agora oficialmente os 10 % na Rússia, a taxa de juro do banco nacional é de 21 % e há uma falta de mão-de-obra que é urgente colmatar, o que coloca Putin sob pressão, segundo Stoltenberg. 

Donald Trump

O regresso de Donald Trump à Casa Branca poderá levar a um recuo isolacionista dos EUA, o que obrigaria os europeus a reforçar o seu apoio a Kyiv.

Andriy Yermak apelou a uma "cooperação e união estreitas" entre a Europa e os Estados Unidos da América e espera que o encontro entre os presidentes Zelensky e Trump aconteça "o mais rapidamente possível". 

Apenas paz

"O problema é que a maneira mais rápida de acabar com uma guerra é perdê-la. Mas isso não traria paz, só resultaria na ocupação da Ucrânia. O desafio que se impõe é acabar com a guerra de forma a que a Ucrânia consiga sair dela como uma nação soberana e independente da Europa", acrescentou Jens Stoltenberg. 

O presidente Zelensky nunca comprometeria "a independência, a integridade territorial e a soberania da Ucrânia", afirmou Andriy Yermak. 

Na opinião de Stoltenberg, a melhor forma de alcançar uma paz duradoura na Ucrânia é dar garantias de segurança sólidas, sendo a mais forte de todas o artigo 5.º, ou seja, a adesão à NATO. A segunda melhor opção seria "armar os ucranianos até aos dentes".

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