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Parlamento Europeu apoia von der Leyen, apesar do confronto sobre o acordo com o Mercosul

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobreviveu ao quarto voto de confiança do seu mandato
A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, sobreviveu ao quarto voto de confiança do seu mandato Direitos de autor  Copyright 2025 The Associated Press. All rights reserved.
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De Vincenzo Genovese
Publicado a Últimas notícias
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Uma moção de censura apresentada contra Ursula von der Leyen pelo grupo de extrema-direita Patriotas pela Europa foi derrotada no Parlamento Europeu por uma larga maioria.

A Comissão Europeia de Ursula von der Leyen sobreviveu a uma moção de censura no Parlamento Europeu, apresentada pelo partido de extrema-direita Patriotas pela Europa (PfE) e rejeitada por 390 deputados que votaram contra. Já 165 deputados votaram a favor e 10 abstiveram-se.

Para que a Comissão fosse destituída, era necessário um limiar de dois terços dos votos expressos, o que representa uma maioria de todos os eurodeputados em funções.

O Parlamento Europeu decidiu não destituir von der Leyen no dia seguinte a um revés significativo para a sua Comissão, com os eurodeputados a votarem a favor de remeter o acordo comercial UE-Mercosul para o Tribunal de Justiça da UE.

A moção de censura apresentada pelo grupo de extrema-direita centrava-se na assinatura do acordo com o Mercosul, argumentando que a Comissão "não ouviu os agricultores e os cidadãos" e "ultrapassou as suas competências" ao assinar o acordo com os países latino-americanos.

As associações de agricultores que protestaram em frente ao Parlamento de Estrasburgo, esta semana, pediram a demissão de von der Leyen, exibindo cartazes e entoando cânticos contra a sua presidência.

Agricultores protestam contra o acordo comercial UE-Mercosul em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo
Agricultores protestam contra o acordo comercial UE-Mercosul em frente ao Parlamento Europeu, em Estrasburgo Copyright 2026 The Associated Press. All rights reserved.

Von der Leyen continua a ter a confiança dos grupos políticos

A moção foi discutida na segunda-feira em Estrasburgo num hemiciclo quase vazio, com o Comissário para o Comércio, Relações Interinstitucionais e Transparência, Maroš Šefčovič, a representar a Comissão, e quase nenhum líder dos grupos políticos presente na sala, o que indica a falta de interesse na moção e o inevitável resultado da votação.

Para além dos seus proponentes, apenas algumas dezenas de legisladores da UE, na sua maioria de outros partidos de extrema-direita, apoiaram a tentativa de derrubar a Comissão, apesar de muitos eurodeputados terem criticado o acordo UE-Mercosul e as políticas de von der Leyen.

Os eurodeputados do Partido Popular Europeu (PPE), Socialistas e Democratas (S&D), Renovar a Europa e Verdes/ALE apoiaram a Comissão, com algumas exceções. A eurodeputada neerlandesa do PPE Jessika van Leeuwen, do Movimento dos Agricultores-Cidadãos (BBB), que é fortemente contra o acordo UE-Mercosul, votou a favor da destituição de von der Leyen.

A Europa das Nações Soberanas apoiou totalmente a moção de censura, enquanto os Conservadores e Reformistas Europeus (ECR) se dividiram, com os deputados polacos, franceses e romenos contra a Comissão e os deputados italianos, belgas e checos a defendê-la.

A maioria dos deputados de A Esquerda não participou na votação; embora o grupo se oponha firmemente a von der Leyen, não quis apoiar uma iniciativa vinda da extrema-direita. No entanto, oito dos seus deputados votaram a favor da moção, entre eles os deputados do Movimento Cinco Estrelas (M5S) de Itália.

"Estamos na oposição e, por isso, temos de votar sempre contra von der Leyen, independentemente da origem da moção de censura", disse Pasquale Tridico, chefe da delegação do M5S, à Euronews.

Esta foi a quarta moção de censura realizada no Parlamento durante o segundo mandato de von der Leyen como presidente da Comissão Europeia. As anteriores, em julho e outubro de 2025, também confirmaram o apoio do Parlamento a von der Leyen, com as moções de censura a não atingirem o limiar de aprovação.

A votação de hoje registou ainda mais votos a favor da Comissão do que as três anteriores.

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