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Rússia quer continuar a guerra na Ucrânia, diz secretário de Estado polaco à Euronews

Secretário de Estado polaco para os Assuntos Europeus Ignacy Niemczycki
Secretário de Estado polaco para os Assuntos Europeus Ignacy Niemczycki Direitos de autor  European Union
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De Méabh Mc Mahon & Aida Sanchez Alonso
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Ignacy Niemczycki advertiu que "a Rússia não está a negociar com boa vontade neste momento", apesar das conversações de paz em curso.

O secretário de Estado polaco para os Assuntos Europeus, Ignacy Niemczycki, tem "muita esperança" de que os EUA consigam "convencer a Rússia a ser mais criativa" nas conversações de paz trilaterais que serão retomadas em Abu Dhabi, esta quarta-feira. Mas enquanto "a Ucrânia fez um esforço significativo para acabar com a guerra", a Rússia está "a tentar prolongar a discussão".

Esta será a segunda ronda de conversações, depois das do mês passado terem terminado com pouco sucesso.

Em entrevista ao Europe Today, Niemczycki afirmou que os ataques russos às infraestruturas energéticas civis em Kiev são a prova de que Moscovo quer continuar a guerra. A Ucrânia está atualmente a viver um clima extremamente rigoroso, com temperaturas que chegam a atingir os 20 graus negativos.

"A Rússia tem visado a produção de calor e de eletricidade. Isto é muito preocupante", disse Niemczycki.

Mas Niemczycki continua esperançoso.

"O presidente Trump anunciou que as negociações são prometedoras", disse à Euronews, afirmando que espera "um tipo de acordo que seja benéfico para a Europa e para os EUA", mas também "para a paz mundial porque é isso que está realmente em causa".

Se esse acordo contém ou não concessões territoriais à Rússia, é uma questão que deve ser tratada pelo povo ucraniano.

"Não nos cabe a nós dizer que a Ucrânia deve fazer isto ou aquilo", disse o político, que insistiu que as conversações devem "pressionar a Rússia e não a Ucrânia".

Niemczycki, que acredita que a Ucrânia poderá aderir à União Europeia em breve, não se concentra tanto numa data, mas sim no facto de a Ucrânia aderir à UE.

Niemczycki afirmou que a designação pelo governo iraniano dos exércitos dos países europeus como grupos terroristas "não tem implicações práticas".

A decisão foi tomada depois de, na semana passada, a UE ter decidido incluir o Corpo de Guardas da Revolução Iraniana na sua lista de organizações terroristas.

Para Niemczycki, esta medida "envia um sinal ao regime iraniano de que (a recente repressão dos protestos) é excessiva e que, simplesmente, o governo não pode atacar o seu próprio povo".

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