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UE considera proibir a entrada de soldados russos que combateram na Ucrânia

A UE começou a considerar a possibilidade de proibir a entrada de antigos soldados russos.
A UE começou a considerar a possibilidade de proibir a entrada de antigos soldados russos. Direitos de autor  Dmitri Lovetsky/Copyright 2024 The AP. All rights reserved
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De Jorge Liboreiro
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"Não pode haver um caminho de Bucha para Bruxelas", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, ao apelar a uma proibição de entrada em toda a UE para ex-soldados russos.

A União Europeia começou a analisar uma nova proposta para proibir a entrada de soldados russos que combateram na guerra na Ucrânia, devido a receios de riscos de segurança.

O plano, que ainda está a ser desenvolvido, foi apresentado para discussão pela Estónia durante uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros na quinta-feira.

"Temos cerca de um milhão de combatentes na Rússia. São sobretudo criminosos. São pessoas muito perigosas", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Margus Tsahkna, à chegada ao encontro. "Tenho a certeza, e temos informações, de que a maioria deles virá para a Europa após a guerra. E a Europa não está preparada para isso."

Tsahkna argumentou que era necessário ter uma política comum "bem coordenada" ao nível da UE para colocar sistematicamente na lista negra os veteranos russos num cenário pós-guerra.

No início deste mês, a Estónia impôs uma proibição permanente de entrada a 261 soldados russos que participaram na invasão em grande escala da Ucrânia.

"Temos de proteger a segurança europeia e temos de fazê-lo em conjunto", acrescentou Tsahkna. "Não pode haver um caminho de Bucha para Bruxelas. Esta é a mensagem principal."

No final da reunião, a alta representante, Kaja Kallas, afirmou que "muitos Estados-membros", que não nomeou, manifestaram o seu apoio ao plano da Estónia.

"Isto representa um risco claro para a segurança da Europa", afirmou Kallas. "Concordámos em levar esta proposta mais longe e testar a disponibilidade dos Estados-membros."

Kallas acrescentou que a questão dos veteranos russos será levantada se alguma vez for alcançado um cessar-fogo na Ucrânia, e afirmou que a UE precisa de "ter respostas" antes que isso aconteça. Tanto Kiev como Moscovo relataram progressos nas últimas rondas de negociações, mesmo que um acordo de paz continue a ser uma perspetiva distante devido aos bombardeamentos implacáveis da Rússia.

"Esta é uma das etapas para a qual temos de nos preparar", referiu Kallas. "O que é que vamos fazer? Quais serão os riscos nessa altura? Porque os riscos também mudam."

Os próximos passos no âmbito do processo não são imediatamente claros. A Comissão Europeia é a instituição responsável pela coordenação da política de vistos; no ano passado, reforçou as regras para impedir que os titulares de passaportes russos obtivessem vistos de entradas múltiplas no espaço Schengen. Agora, só têm direito a autorizações de entrada única.

Embora a questão tenha uma dimensão óbvia de política externa, tecnicamente insere-se na competência das migrações, o que significa que as decisões só precisam de maioria qualificada para serem aprovadas.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou em dezembro que cerca de 700 mil soldados russos estavam a combater na Ucrânia. A inclusão de um número tão elevado de indivíduos na lista negra poderia colocar as autoridades europeias perante sérias complicações logísticas.

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