Newsletter Boletim informativo Events Eventos Podcasts Vídeos Africanews
Loader
Encontra-nos
Publicidade

O efeito surpresa de Pearl Harbor: as afirmações de Trump junto da primeira-ministra do Japão sobre o ataque ao Irão

O presidente dos EUA, Donald Trump, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, na Sala Oval da Casa Branca, quinta-feira, 19 de março de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, na Sala Oval da Casa Branca, quinta-feira, 19 de março de 2026 Direitos de autor  Foto AP/Alex Brandon
Direitos de autor Foto AP/Alex Brandon
De Gabriele Barbati
Publicado a
Partilhar Comentários
Partilhar Close Button

Trump justificou o facto de não ter avisado os aliados sobre o ataque ao Irão, citando Pearl Harbor numa conferência de imprensa. O constrangimento da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sentada ao seu lado, foi visível.

Donald Trump explicou, na quinta-feira, que não informou antecipadamente os aliados do ataque contra o Irão para preservar o efeito surpresa da operação, fazendo referência ao bombardeamento sobre Pearl Harbor,enquanto estava sentado ao lado da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, na Sala Oval.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

O ataque japonês ao porto no Havai, a 7 de dezembro de 1941, sem declaração de guerra, levou à entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Os dois inimigos de então, que passaram pela rendição do império após as bombas nucleares lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945, são hoje aliados.

"Quando entramos em ação, fazemo-lo de forma decidida e não dissemos nada a ninguém porque queríamos garantir o elemento surpresa", comentou o presidente dos Estados Unidos em resposta a uma pergunta de um jornalista. "Quem conhece melhor o elemento surpresa do que o Japão? Por que razão não nos avisaram sobre Pearl Harbor?", acrescentou Trump, para constrangimento dos presentes.

O ataque a Pearl Harbor continua a ser uma das páginas mais controversas da História e causou a morte de 2.400 americanos.

Tensões diplomáticas e estratégia militar na Casa Branca

Sanae Takaichi, considerada uma aliada de ferro dos Estados Unidos, não escondeu um certo desconforto perante a piada com que Trump abordou um tema que os presidentes norte-americanos tradicionalmente evitam para preservar a atual aliança entre os EUA e o Japão.

Ao justificar o silêncio diplomático com Tóquio e os outros parceiros internacionais, Trump reiterou que, para agir com firmeza, era necessário não dar demasiados sinais prévios.

"Vocês acreditam em surpresas muito mais do que nós", insistiu o presidente, reforçando a comparação histórica.

A coordenação entre as potências globais e a segurança no Médio Oriente continuam a ser temas centrais, mas a linha da Casa Branca parece privilegiar o unilateralismo. Trump concluiu reivindicando os resultados da operação militar contra Teerão e defendendo que os sucessos obtidos até agora superaram as expectativas.

Ir para os atalhos de acessibilidade
Partilhar Comentários

Notícias relacionadas

Ormuz paralisado: Itália e aliados condenam ataques iranianos e pedem reabertura do Estreito

Ataques contra centros energéticos do Golfo ameaçam oferta global de GNL

Primeiro-ministro búlgaro recua na participação do país no Conselho da Paz de Trump