Portugal reforça presença no flanco leste da NATO com o envio de uma fragata para o mar Báltico, onde irá monitorizar a atividade russa, numa operação que conta também com meios da Força Aérea destacados na região.
Uma fragata da Marinha portuguesa larga esta quarta-feira para participar numa missão da NATO no mar Báltico, tendo em vista monitorizar a presença russa na região.
Segundo o comunicado, o NRP D. Francisco de Almeida, comandado pelo capitão-de-fragata Nuno José Figueiredo Agreiro, segue para o Báltico com uma guarnição de 165 militares para participar na Operação Brilliant Shield.
"A principal missão será monitorizar a atividade dos meios navais aéreos da Federação Russa, contribuindo, ativamente, para a dissuasão pela presença naval da NATO e reforço de meios nos espaços marítimos com maior importância da Aliança Atlântica", lê-se na mesma nota.
A Marinha sublinha que a participação do navio nesta missão "demonstra o empenho e a prontidão na defesa dos interesses da Aliança Atlântica".
Portugal tem ainda na região militares e caças da Força Aérea Portuguesa envolvidos em missões da NATO.
No âmbito da Missão de Polícia Aérea do Báltico da NATO, o ramo das Forças Armadas portuguesas destacou um contingente composto por 4 caças F-16M e por 95 militares para a Base Aérea de Ämari, na Estónia.
A Força Aérea Portuguesa (FAP) referiu que o principal objetivo da missão é contribuir para a "segurança e a dissuasão de possíveis ameaças" a este flanco da NATO. O objetivo é contribuir para a proteção das infraestruturas da Estónia, Letónia e Lituânia que fazem fronteira com a Rússia, bem como para a "salvaguarda do espaço aéreo" destes três estados do Báltico.
A missão inclui exercícios de treino, sejam eles de treino "aéreo, terrestre ou naval", com as forças locais e com outras forças da NATO.
Esta é a nona vez que a Força Aérea está empenhada no âmbito de missões de policiamento aéreo dos Bálticos, a segunda vez a operar a partir da BAA, na Estónia. Desde 2007, Portugal participa neste tipo de missões rotativas no âmbito da Aliança Atlântica. A Força Aérea vai comandar a missão entre 1 de abril e 31 de julho.